| O SACRAMENTO DA PENITÊNCIA |
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“Se alguém pecou, temos junto do Pai um Advogado, Jesus Cristo, o Justo. Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não só pelos nossos, mas também pelos pecados do mundo inteiro” (I Jo II, 1ss). (fontes: Catecismo de São Pio X e Catecismo Romano) DOUTRINA CATÓLICA O Sacramento da Penitência é também chamado de Confissão e foi instituído por Jesus Cristo para perdoar os pecados cometidos depois do Batismo. Foi instituído por Cristo no dia da sua Ressurreição quando, depois de entrar no cenáculo, deu solenemente aos seus Apóstolos o poder de perdoar os pecados: “Soprou sobre eles dizendo: ‘Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos’” (Jo XX, 22-23). A este sacramento dá-se o nome de Penitência porque para obter o perdão dos pecados é necessário detestá-los com arrependimento e porque quem cometeu uma falta deve sujeitar-se à pena imposta pelo sacerdote. Chama-se também Confissão porque além de detestar os pecados é necessário confessá-los, isto é, acusar-se deles ao sacerdote. Nosso Senhor instituiu o Sacramento da Penitência “para que tivéssemos a confiança de serem perdoados os nossos pecados, pela absolvição do sacerdote; para que nossas consciências ficassem mais tranquilas, por causa da fé que justamente devemos ter na eficácia dos Sacramentos. Pois quando o sacerdote nos perdoa os pecados, na forma sacramental, suas palavras têm o mesmo sentido que as palavras de Cristo Nosso Senhor ao paralítico: ‘tem confiança, filho, teus pecados te são perdoados’ (Mt IX, 2). Depois, como ninguém pode conseguir a salvação senão por Cristo, e na virtude de Sua Paixão, havia conveniência em si e muita utilidade para nós, que fosse instituído um Sacramento, por cuja eficácia corresse sobre nós o Sangue de Cristo, a fim de nos purificar dos pecados cometidos depois do Batismo; e assim reconhecemos que devemos unicamente a Nosso Salvador a graça da reconciliação” (Catecismo Romano). A Penitência é sacramento próprio e verdadeiro pois tira todos os pecados cometidos depois do Batismo. Além disso, os atos exteriores, tanto do penitente como do sacerdote, são os sinais sensíveis daquilo que se opera interiormente na alma: o pecador professa claramente, por palavras e ações, que seu coração já se apartou da torpeza do pecado; no sacerdote, em suas palavras e ações, reconhecemos a misericórdia de Deus, que perdoa esses mesmos pecados: Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos’ (Jo XX, 23).A absolvição enunciada pelas palavras do sacerdote exprime a remissão dos pecados, que se opera dentro da alma. “A virtude de apagar os pecados lhe é tão própria, que sem a Penitência não podemos absolutamente alcançar, nem sequer esperar uma remissão de pecados. Pois está escrito: ‘Se não fizerdes penitência, todos vós perecereis da mesma maneira’ (Lc XIII, 3)” (Catecismo Romano). - remota: constituída pelos pecados cometidos pelo penitente depois do Batismo; - próxima: constituída pelos próprios atos do penitente – contrição, confissão (acusação) e satisfação; As palavras: “eu te absolvo dos teus pecados em nome do pai e do Filho e do Espírito Santo”. É o sacerdote aprovado pelo Bispo para ouvir confissões, pois para administrar validamente este Sacramento, não basta o poder da Ordem, mas também é necessário o poder de jurisdição, isto é, a faculdade de julgar, que deve ser dada pelo Bispo. “A penitência impele o pecador a suportar tudo de boa vontade. Em seu coração está o arrependimento; em sua boca, a acusação; em suas obras, plena humildade e proveitosa satisfação” (São João Crisóstomo). - por parte do pecador: contrição, confissão e satisfação; - por parte do sacerdote: absolvição; “Como razão de ser dessas três partes da Penitência, podemos alegar que os pecados contra Deus são precisamente cometidos por pensamentos, palavras e obras. Havia, pois, justiça e conveniência que, para nos sujeitarmos às chaves da Igreja, procurássemos aplacar a cólera de Deus, e conseguir d’Ele o perdão dos pecados, pelos mesmo meios, com que havíamos ultrajado a santíssima Majestade Divina” (Catecismo Romano).
- confere a graça santificante, com a qual são perdoados os pecados mortais e também os veniais que se confessaram e de que haja arrependimento; - comuta a pena eterna em temporal, da qual também é perdoada uma parte maior ou menor, conforme as disposições do penitente; - faz reviver o merecimento das boas obras feitas antes de se cometer o pecado mortal; - dá à alma auxílios oportunos para não recair no pecado e restitui a paz à consciência; O sacramento da Penitência é necessário para se salvarem a todos aqueles que, depois do Batismo, cometeram algum pecado mortal. Este sacramento tem virtude de perdoar todos os pecados, por muitos e grandes que sejam, contanto que se receba com as devidas disposições. A Penitência é um sacramento que pode ser reiterado. Quando Pedro perguntou se podia dar o perdão de um pecado até sete vezes, Nosso Senhor lhe respondeu: “Eu não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mt XVIII, 22). A confissão frequente é coisa ótima, porque além, de apagar os pecados este sacramento dá as graças necessárias para evitá-los no futuro. Para se fazer uma confissão bem feita se requer cinco coisas:
Trata-se de uma diligente investigação dos pecados que se cometeram, desde a última confissão bem feita. É feito trazendo à memória, na presença de Deus, todos os pecados ainda não confessados, cometidos por pensamentos, palavras, obras e omissões contra os Mandamentos de Deus e da Igreja, e contra as obrigações do próprio estado. Devemos examinar-nos também sobre os maus hábitos, sobre as ocasiões de pecado e sobre o número dos pecados mortais. Para que um pecado seja mortal são necessárias três coisas: - matéria grave: quando se trata de uma coisa notavelmente contrária à Lei de Deus e da Igreja; - plena advertência: quando se conhece perfeitamente que se faz um mal grave; - consentimento perfeito da vontade: quando se quer fazer deliberadamente uma coisa, embora se reconheça que é culpável; Deve-se empregar no exame de consciência mais ou menos tempo de acordo com a necessidade, isto é, conforme o número e a qualidade dos pecados que sobrecarregam a consciência e conforme o tempo decorrido desde a última confissão bem feita. Facilita-se o exame para a confissão fazendo-se todas as noites o exame de consciência sobre as ações do dia. Trata-se de um desgosto e de uma detestação sincera da ofensa feita a Deus. Pode ser de duas espécies: perfeita ou de contrição; imperfeita ou de atrição.
A dor, para ser boa, deve ter quatro condições: deve ser interna, sobrenatural, suma e universal.
Quem se confessar só de pecados veniais, para se confessar validamente, basta que se arrependa de algum deles; mas, para alcançar o perdão de todos, é necessário que se arrependa de todos os que reconhece ter cometido. Para tornar mais segura a confissão só de pecados veniais, é prudente acusar, com verdadeira dor, também algum pecado mais grave da vida passada, ainda que já confessado outras vezes. Coisa muito útil é ainda fazer com frequência o ato de contrição, principalmente antes de se deitar. Trata-se de uma vontade determinada de nunca mais cometer o pecado, e de empregar todos os meios necessários para o evitar. Esta resolução deve ter três condições: deve ser absoluta, universal e eficaz.
Por mau hábito se entende a disposição adquirida para cair com facilidade naqueles pecados aos quais nos acostumamos. Para corrigi-los devemos vigiar sobre nós mesmos, rezar muito, confessar-nos com frequência, ter um bom diretor espiritual e seguir suas orientações. Por ocasiões perigosas de pecar se entendem todas aquelas circunstâncias de tempo, de lugar, de pessoas ou de coisas, que, pela sua própria natureza ou pela nossa fragilidade, nos induzem a cometer o pecado. Somos gravemente obrigados a evitar as ocasiões perigosas que de ordinário nos levam a cometer o pecado mortal, e que se chamam ocasiões próximas de pecado. Para se fazer o propósito nos ajudam as mesmas considerações que servem para excitar a dor (consideração dos motivos que temos para temer a justiça de Deus e para amar a sua infinita bondade). “Quando alguém confessa, sinceramente, seus pecados ao sacerdote, estando arrependido de os haver cometido, tendo ao mesmo tempo o propósito de não tornar a cometê-los, todos os seus pecados lhe são plenamente perdoados, em virtude do poder das chaves, ainda que a dor de sua contrição, de per si, não seja suficiente para impetrar a remissão dos pecados” (Catecismo Romano). Depois de feito o exame de consciência, com a dor e o propósito, devemos ir ao confessor para acusar os pecados e receber a absolvição. Somos obrigados a confessar-nos de todos os pecados mortais. É bom, porém, confessar também os veniais. As qualidades principais que deve ter a acusação dos pecados são cinco:
Para que a acusação seja íntegra devemos acusar as circunstâncias que mudam a espécie do pecado. As circunstâncias que mudam a espécie de pecado são:
Quem, para se desculpar, dissesse uma mentira do qual resultasse dano grave para o próximo, deveria manifestar esta circunstância, que muda a mentira, de oficiosa em gravemente nociva. Quem tivesse roubado uma coisa sagrada, deveria acusar esta circunstância, que acrescenta ao furto a malícia do sacrilégio. Quem não tiver a certeza de ter cometido um pecado, não é obrigado a confessá-lo. Se, porém o quiser acusar, deverá acrescentar que não tem a certeza de o ter cometido. Quem não se lembra exatamente do número dos seus pecados, deve acusar o número aproximado. Quem deixou de confessar por esquecimento um pecado mortal ou uma circunstância necessária, fez uma boa confissão, contanto que tenha empregado a devida diligência no exame de consciência. Se um pecado mortal esquecido na confissão volta depois à lembrança somos obrigados a acusá-lo na primeira vez que de novo nos confessarmos. Quem, por vergonha ou por qualquer outro motivo culpável, cala voluntariamente algum pecado mortal na confissão, profana o Sacramento e por isso torna-se réu de gravíssimo sacrilégio. Quem ocultou culpavelmente algum pecado mortal na confissão, deve expor ao confessor o pecado ocultado, dizer em quantas confissões o ocultou e repetir todas as confissões desde a última bem feita. Quem se vir tentado a calar um pecado grave na confissão deve considerar:
A Igreja manda que os fiéis devem confessar seus pecados ao menos uma vez cada ano. Posição do penitente: “Quem está, pois, arrependido de seus pecados, prostra-se humildemente aos pés do sacerdote, para que esse ato exterior de humildade lhe faça reconhecer como é necessário arrancar da alma todas as raízes de orgulho, donde nasceram e vingaram todos os pecados que agora lamenta” (Catecismo Romano). Posição do sacerdote: “No sacerdote, que se conserva sentado, como seu legítimo juiz, venera ele a pessoa e o poder de Cristo Nosso Senhor. Pois na administração da Penitência, como nos demais Sacramentos, o sacerdote exerce o ministério de Cristo” (Catecismo Romano).
Os confessores devem dar a absolvição somente àqueles que julgam bem dispostos a recebê-la. Ele não só podem mas devem diferir ou negar a absolvição em certos casos, para não profanar o Sacramento. Os penitentes que se devem considerar mal dispostos são principalmente:
“Assim como uma moléstia é tida como incurável, se a pessoa atacada sente horror ao remédio, que lhe pode restituir a saúde: assim há também certa espécie de pecados, para os quais não se dá nenhum perdão, porque levam a repelir o remédio próprio da salvação, que é a graça de Deus” (Catecismo Romano). “Todo pecado acarreta consigo duas conseqüências: culpa e castigo. Ainda que, pela extinção da culpa, seja também perdoado o suplício da morte eterna no inferno, todavia, como declarou o Concílio de Trento, Nosso Senhor nem sempre perdoa os remanescentes dos pecados e a pena temporal que lhes é devida” (Catecismo Romano). Natã assegurou a Davi: “O Senhor também te perdoou o pecado, e não morrerás” (II Sm XII, 13). Mesmo assim, Davi submeteu-se, voluntariamente, às mais duras penitências, e implorava dia e noite a misericórdia divina; “Lavai-me sempre mais de minha iniqüidade, e purificai-me do meu pecado; porquanto reconheço a minha iniqüidade, e meu pecado está continuamente diante dos meus olhos” (Sl L, 4-5). “Por estas palavras, ele pedia ao Senhor que lhe perdoasse não só a culpa, mas também o castigo merecido pela culpa, que, depois de o purificar dos resquícios do pecado, lhe restituísse a antiga formosura e integridade da alma. Não obstante o fervor de suas preces, foi punido por Nosso Senhor com a morte do filho que tivera do adultério, com a revolta e a morte de Absalão, a quem amava com particular carinho; com outros castigos e flagelos, que já antes lhe haviam sido cominados” (Catecismo Romano). A Satisfação são os atos do penitente, com os quais ele dá uma certa reparação à justiça divina pelos pecados cometidos pondo em prática aquelas obras que o confessor lhe impõe. O penitente é obrigado a aceitar a penitência que o confessor lhe impõe, se a pode cumprir; e se não a pode, deve dizê-lo humildemente ao mesmo confessor, pedindo-lhe outra. Se o confessor não marcou tempo, a penitência deve cumprir-se o quanto antes, e deve fazer-se a diligência por cumpri-la em estado de graça. Ela deve ser cumprida na sua integridade e com devoção. A penitência é imposta porque de ordinário depois da absolvição sacramental que perdoa a culpa e a pena eterna resta uma pena temporal a pagar neste mundo ou no Purgatório. Nosso Senhor quis perdoar no Sacramento do Batismo toda a pena devida aos pecados e não faz assim no Sacramento da Penitência, porque os pecados depois do Batismo são muito mais graves, visto serem cometidos com maior conhecimento e ingratidão aos benefícios de Deus, e também para que a obrigação de satisfazer por eles sirva de freio para não se recair no pecado. “Em sua razão de ser, a justiça divina parece exigir que Deus tenha uma maneira para reabilitar aqueles que, antes do Batismo, pecaram por ignorância; e outra diferente, para aqueles que não temeram profanar, advertidamente, o templo de Deus e contristar o Espírito Santo, uma vez que haviam sido libertados da escravidão do pecado e do demônio, e que haviam recebido o dom do Espírito Santo. Corresponde também à bondade divina que os pecados não nos sejam assim perdoados, sem nenhuma satisfação, para evitar que, na primeira ocasião, tenhamos os pecados por muito leves, e, com atrevida afronta ao Espírito Santo, caiamos em outros mais graves, cumulando ira sobre nós para o dia da ira. Sem dúvida alguma, estas penas satisfatórias são de grande eficácia para apartar do pecado; reprimem à semelhança de freios, e tornam os penitentes mais precavidos e vigilantes para o futuro ” (Concílio de Trento). Somente com nossas forças não podemos dar satisfação a Deus, mas nós o podemos unindo-nos a Jesus Cristo, que, com os merecimentos da sua Paixão e morte, dá valor às nossas ações. De ordinário, a penitência que dá o confessor não é bastante para pagar a pena devida pelos pecados. Por isso deve-se fazer a diligência para suprir com outras penitências voluntárias. Os atingidos pelos nossos pecados se reduzem a três: Deus, o próximo e nós mesmos. As obras de penitência reduzem-se a três espécies: oração, jejum e esmola. Pela oração aplacamos a Deus; pela esmola, damos satisfação ao próximo; pelo jejum, infligimos castigo a nós mesmos.
A penitência que nos dá o confessor é mais meritória que a que fazemos por nossa escolha, porque, sendo parte do Sacramento, recebe maior virtude dos merecimentos da Paixão de Cristo. Aqueles que morrem depois de ter recebido a absolvição sem terem satisfeito plenamente à justiça de Deus vão para o Purgatório, para ali satisfazerem à justiça de Deus e se purificarem inteiramente. As almas do Purgatório podem ser aliviadas com orações, com esmolas, com todas as demais boas obras e com as indulgências, mas sobretudo com o Santo Sacrifício da Missa. Depois da confissão, além de cumprir a penitência, se danificou injustamente o próximo nos bens ou na honra, ou se lhe deu escândalo, o penitente deve, o mais breve e na medida em que for possível, restituir-lhe os bens, reparar-lhe a honra e remediar o escândalo. Reparamos o escândalo fazendo cessar a ocasião dele e edificando com as palavras e com o bom exemplo aqueles que tenhamos escandalizado. Satisfazemos o próximo quando o tivermos ofendido pedindo-lhe perdão ou dando-lhe alguma outra reparação conveniente.
Trata-se da remissão da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, remissão que a Igreja concede fora do Sacramento da Penitência. Tal poder a Igreja recebeu de Jesus Cristo. A Igreja perdoa a pena temporal aplicando-nos as satisfações superabundantes de Jesus Cristo, da Santíssima Virgem Maria e dos Santos, as quais formam o que se chama de tesouro da Igreja. O poder de conceder indulgências pertence ao Papa em toda a Igreja, e ao Bispo, na sua diocese, na medida em que lhe é concedido pelo Papa. Há duas espécies de indulgências:
A intenção da Igreja ao conceder as indulgências é auxiliar a nossa incapacidade de expiar neste mundo toda a pena temporal, fazendo-nos conseguir por meio de obras de piedade e de caridade cristã aquilo que nos primeiros séculos Ela obtinha com o rigor dos cânones penitenciais. Para se ganhar as indulgências se requerem as seguintes condições:
As indulgências podem ser aplicadas também às almas do Purgatório quando quem as concede declara que se lhes podem aplicar.
(Imitação de Cristo I, 22, 24; II, 8; III, 20)
A Deus Pai Meu Deus e meu Pai, eis-me aqui de joelhos na vossa divina presença. Com os Santos e Anjos eu Vos adoro e agradeço por vosso infinito amor, pois Vós me amastes desde toda a eternidade. Mas eu tenho sido ingrato, pecando contra o céu e diante de vós. Meus pecados falam contra mim, deixando-me sem paz e sem consolação. Ó Pai de misericórdia, tende piedade de mim, já que me chamastes por vossa divina graça. Volto a Vós, meu Pai, não me desprezeis; restitui-me o vosso amor e o amparo precioso da vossa divina graça. Senhor Deus, misericórdia! A Deus Filho Ó Jesus, meu Divino Salvador, humildemente Vos adoro. Vós me remistes pelo vosso precioso Sangue, mas eu Vos tenho ofendido. Dulcíssimo Jesus, não sejais para mim Juiz, mas Salvador! Venho confessar-me ao vosso ministro, como ordenastes. Dai-me a graça de acusar, humilde e sinceramente, os meus pecados, para que ele conheça e cure, em vosso nome, as feridas da minha alma. Meu Jesus, misericórdia! Perdoai-me pelos méritos do vosso sagrado Sangue que derramastes por mim. A Deus Espírito Santo Espírito Santo, com todos os Anjos Vos adoro. Dignai-vos lançar em meu coração um raio de vossa luz celeste. Vinde ajudar-me nesta hora com o auxílio da vossa divina graça. Esclarecei o meu entendimento, para que eu bem conheça os meus pecados. Tocai o meu coração, a fim de eu detestar as minhas culpas. Purificai os meus lábios, para que possa confessá-las todas e merecer o perdão. Vinde, Espírito Santo, santificai a minha alma, vinde e transformai o meu coração para o bem. À Santíssima Trindade Ó Santíssima Trindade, um só Deus em três Pessoas! Adorado, bendito e santificado seja o vosso Nome! Tende piedade de mim, pecador, porque me criastes para Vós. Livrai-me de todos os meus pecados, e dai-me o vosso amor. A Maria Santíssima Ó Maria Santíssima, augusta Mãe de Deus e minha Mãe querida, já que tão bondosa vos mostrais com os pobres pecadores que deveras desejam converter-se, favorecei-me neste momento. Vós sois, depois de Jesus, a minha mais firme esperança. Ó Maria, refúgio dos pecadores, Mãe da divina graça, rogai por mim. Doce coração de Maria, sede minha salvação. Amen. Aos Santos e Anjos São José, meu Santo Anjo da Guarda, Santos e Anjos, rogai por mim, para que eu faça uma boa confissão e alcance a graça de emendar seriamente a minha vida. Amen. Ato de Contrição Senhor meu Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por serdes Vós quem sois, sumamente bom e dignode ser amado sobre todas as coisas, e porque vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração de vos Ter ofendido; pesa-me também de ter perdido o céu e merecido o inferno; e proponho firmemente, ajudado com os auxílios de vossa divina graça, emendar-me e nunca mais vos tornar a ofender. Espero alcançar o perdão de minhas culpas pela vossa infinita misericórdia. Amen. A Deus Pai Meu Deus e Pai, reconheço o triste estado de minha alma. Que grande mal tenho feito em vossa divina presença? Pequei, Senhor, pequei muitas vezes; já não tenho paz, porque os meus pecados falam contra mim. Meu Pai celestial, quanto fui ingrato! Já não sou digno de ser chamado vosso filho. Vós sabeis tudo, penetrais o fundo do meu culpado coração. Sois santo, tendes ódio infinito aos pecados. Oh! Quanto me tornei abominável aos vossos olhos por minha culpa, minha culpa, minha tão grande culpa! Onde estaria eu agora se tivesse morrido em pecado? No fogo do purgatório, ou talvez nas chamas terríveis do inferno. Que grande mal deve ser o pecado mortal, que castigado é no fogo eterno pela vossa divina justiça! Senhor Deus, misericórdia! Pesa-me profundamente de Vos haver ofendido. Tende piedade de mim! Vós sois meu Pai cheio de bondade e amor. Desde toda a eternidade me amastes, destes-me a vida, a graça do santo Batismo, as vestes preciosas da inocência; até agora me tendes cumulado de graças e benefícios, quereis dar-me ainda o que há de mais santo e precioso no céu e na terra: o Corpo e Sangue de vosso Filho Unigênito, Jesus Cristo, na Comunhão. Ó meu Pai, quão imenso é vosso amor para comigo! Mas eu Vos tenho ofendido gravemente. Pesa-me no íntimo de minha alma de ter sido tão ingrato. Perdoai-me, meu Deus, pelo amor de Jesus Cristo e pelo amor de Maria, sua Mãe Santíssima. A Jesus Cristo Meu bom Jesus, eis-me aos vossos pés. Como tem sido grande a minha maldade e ingratidão! Considero com muita dor de minha alma as vossas chagas tão profundas, vendo correr o vosso sagrado Sangue. Ó Jesus, vejo-Vos nos mais doloroso desamparo morrendo na Cruz, depois de uma tormentosa agonia de três horas. Ah! Foi por mim, foi por meus pecados que o próprio Filho de Deus sofreu a morte cruel e dolorosa. Meu Jesus, pesa-me de Vos ter ofendido, tende piedade de mim! Meu divino Salvador, Vós que amastes com infinito amor, por mim derramastes todo o Sangue de vosso Coração; mas eu Vos desprezei, Vos ofendi gravemente, e não uma vez senão muitas vezes. Meu Jesus, peço-Vos humildemente perdão das minhas culpas pelo vosso precioso Sangue, pela vossa sagrada Paixão e morte e pelas lágrimas e dores de vossa Mãe Maria Santíssima. De hoje em diante não quero mais pecar, antes morrer, meu Jesus, do que ainda ofender-Vos. Aborreço e detesto de todo o coração e de toda a alma todo e qualquer pecado. Abomino este mal infinito, que separa os homens de Vós, Senhor, por toda a eternidade, arrastando-os cruelmente ao inferno. Ó Jesus, abençoai este meu bom propósito; daí-me a vossa graça e as forças necessárias para me emendar verdadeiramente e para vencer as tentações. Doce Coração de meu Jesus, fazei que eu Vos ame cada vez mais. Ao Espírito Santo Espírito Santo, pesa-me de ter recusado a vossa graça e o vosso amor. Vou confessar as minhas culpas com toda a dor de minha alma. Vinde, meu Deus, ajudar-me; dai-me ânimo e confiança, para que eu confesse sinceramente todos os meus pecados. Daí também vossa luz e graça ao sacerdote, vosso ministro, a fim de que ele, em nome de Jesus, perdoe as minhas culpas e cure as feridas de minha alma. A Maria Santíssima e aos Santos e Anjos Ó Maria, minha Mãe, rogai por mim nesta hora bendita; mostrai agora que sois minha Mãe. Doce Coração de Maria, sede minha salvação pela vossa poderosa intercessão. Santos e Anjos, rogai por mim. Ação de Graças Como Vos manifestarei minha gratidão, meu Deus e meu Pai, pela bondade, pelo amor, pela misericórdia que agora tivestes comigo! Destes-me, pelos merecimentos de Jesus Cristo, a absolvição dos meus pecados pela boca do vosso ministro. É verdade, meu Deus, Vós não quereis a morte do pecador, mas que ele se converta e viva. Ó minha alma, alegra-te no Senhor, glorifica ao teu Deus, dá graças sem cessar ao teu Salvador! Cântico de Ação de Graças (Salmo CII) Louva, minha alma, ao Senhor, e todas as minhas faculdades engrandeçam seu santo nome. Bendize, minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios. Pois Ele é que perdoou todas as tuas iniqüidades e que te curou de todas as tuas enfermidades. Ele é que resgatou tua vida da perdição, e que te coroou com benignidade em sua misericórdia. Ele é que satisfez teus desejos, enchendo-te de novo de seus bens, renovando a tua juventude. O Senhor é misericordioso e faz justiça a todos os que padecem injúria. O Senhor é cheio de misericórdia e ternura, longânime e muito compassivo. Não fica para sempre irado, sem usa sempre de ameaças. Não me tratou como mereciam os meus pecados, nem me castigou segundo a grandeza de minhas iniquidades. Porque, quanto estão altos os céus sobre a terra, tanto prevalece sua misericórdia sobre os que o temem. Como um pai se compadece ternamente de seus filhos, assim o Senhor se compadece dos que o temem. Os dias do homem passam como a erva; como a flor do campo, assim desfloresce, mas a misericórdia do Senhor dura de eternidade em eternidade sobre os que o temem; como também sua justiça, sobre os que guardam os seus mandamentos. O Senhor firmou o seu trono nos céus e o seu reino se estende sobre todas as criaturas. Louvai ao Senhor vós todos que sois seus Anjos, vós, Espírito poderosos que executais as suas ordens e obedeceis ao aceno de sua palavra. Louvai ao Senhor vós todos que compondes os seus exércitos; que sois seus ministros, que cumpris suas vontades. Louvai ao Senhor todas as suas obras em todo lugar de sua dominação. E também tu, minha alma, louva ao Senhor! Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo como era no princípio, agora e sempre. Amen. Renovação do bom propósito Deus de bondade e misericórdia, o mais brando e mais amoroso de todos os pais, aceitar benigno as ações de graças que Vos oferece um pecador que, pela vossa infinita misericórdia, se tornou vosso filho. Eu vos amo, meu Senhor e meu Deus, e meu coração abrasa-se no vosso amor; por isto torno a tomar a firmíssima resolução de evitar, aborrecer e detestar o pecado, para sempre, por amor de Vós. Seja a maior consolação e felicidade de minha vida a de cumprir fielmente os vossos santos mandamentos. Quero reparar as minhas faltas e os meus pecados pela oração, pela mortificação dos sentidos e pelo santo zelo e fervor no vosso serviço. Senhor, Vós sabeis todas as coisas, sabeis também que agora Vos amo; sabeis que é sincero o meu bom propósito de amar-Vos até o fim. Mas, ó meu Jesus, sou frágil e inconstante. Vós mesmo dissestes no Horto das Oliveiras: “o espírito está pronto mas a carne é fraca”. Portanto Vos peço humildemente, com santa confiança, ajudai-me com a vossa divina graça, e fortalecei-me no combate contra as tentações. Meu amabilíssimo Jesus, encerrai-me em vosso divino Coração, para que nem o mundo, nem o inferno, nem divertimentos, nem tribulações, nem a mesma morte me possam separar de Vós. Dai-me a graça da perseverança, para que possa glorificar com os Santos e Anjos a vossa infinita misericórdia por toda a eternidade. Amen. Dulcíssimo Coração de Jesus, sede o meu amor! Jesus, vinde a mim e ficai comigo; fazei que eu Vos ame cada vez mais, resistindo às tentações e sofrendo tudo com paciência por vosso amor. Reza agora, se for possível, a penitência, imposta pelo confessor. Oração a Maria Santíssima Santíssima Virgem Maria, Rainha do céu, tenho tido a desgraça de cair em pecado, mas arrependido recebi perdão no santo Sacramento da Penitência. Venho humildemente a Vós, ó minha Mãe Santíssima, para Vos agradecer, de todo o meu coração, por me haverdes ajudado e alcançado de Jesus o perdão das culpas. De novo me consagro ao vosso serviço. Lembrai-vos, ó minha doce Mãe, de que tornei a ser vosso filho; tendo compaixão de mim e recebei-me de novo debaixo da vossa maternal proteção. Em vós ponho, depois de Jesus, toda a minha confiança, e espero que não me abandonareis, como mereço. Pois, ainda estou exposto ao perigo de tornar a ofender ao vosso divino Filho e meu Senhor Jesus Cristo, a quem quero amar até o último suspiro. Os meus inimigos não dormem, as tentações me hão de perseguir de novo por toda a parte. Protegei-me, Rainha gloriosa do céu; defendei-me, ó minha Mãe Maria; socorrei-me contra os ataques do inferno, ó Virgem Imaculada! Não, não terei a desgraça de perder a minha alma e ao meu Deus, pois é esta a graça que vos peço, ó Maria e que espero alcançar por vossa piedosa intercessão. Amen. Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós. São José, meu Santo Anjo da Guarda, Anjos e Santos, rogai por mim. Amen. Lembra-te em casa dos bons conselhos do confessor e prepara o teu coração para a Sagrada Comunhão. 1º Mandamento - Amar a Deus sobre todas as coisas - Creio firmemente tudo o que Deus revelou ou duvidei voluntariamente de algum doutrina da Igreja Católica? - Descuidei o conhecimento da minha fé, tal como o Catecismo a ensina, tal como o Credo dos Apóstolos, os Dez Mandamentos, os Sete Sacramentos, o Pai Nosso, etc? - Alguma vez li, com consciência do que fazia, alguma literatura herética, blasfema ou anti-católica? - Assinei, publiquei, propaguei, emprestei livros, folhetos, revistas ou jornais hostis á Deus e à santa religião? - Sou membro de alguma organização religiosa não católica, de alguma sociedade secreta ou de um grupo anti-católico? - Dei ouvido a conversas ou discursos ímpios ou heréticos? - Tomei parte num ato de culto não católico (sessão espírita, ao culto protestante, ao candomblé, etc.)? - Abandonei a única Igreja verdadeira que é a Católica para abraçar uma seita falsa? - Tenho confiança em Deus, na Divina Providência e na divina graça? - Pratiquei alguma superstição (tal como horóscopos, adivinhação, espiritismo, etc.)? - Desesperei ou fui presunçoso esperando a salvação sem deixar o pecado? - Cometi pecados com o intuito de confessá-los mais tarde? - Amei a Deus e cumpri bem a sua santa vontade? - Não tenho posto Deus sempre em primeiro lugar na minha vida e procurado amá-l’O sobre todas as coisas? - Falei mal contra Deus, contra sua Mãe, Maria Santíssima, contra os Santos, contra a Igreja e seus ministros? - Abusei os Sacramentos de alguma maneira? - Recebi indignamente algum sacramento? - Deixei de rezar por muito tempo? - Tenho rezado fielmente as minhas orações diárias? - Rezei sem devoção, com distrações voluntárias? - Omiti algum dever ou prática religiosa por respeitos humanos? Recomendo-me a Deus diariamente? - Fui culpado de grande irreverência na igreja, como, por exemplo, em conversas, comportamento ou modo como estava vestido? - Fui indiferente quanto à minha Fé Católica — acreditando que uma pessoa pode salvar-se em qualquer religião, ou que todas as religiões são iguais? - Dei demasiada importância a alguma criatura, atividade, objeto ou opinião? 2º Mandamento - Não tomar seu santo nome em vão - Profanei o SS. Sacramento, pessoas, lugares, coisas consagrados a Deus? - Blasfemei ou disse palavras injuriosas contra Deus, contra os Santos ou contra as coisas santas? - Jurei pelo nome de Deus falsamente, impensadamente, ou em assuntos triviais e sem importância? - Jurei o seu santo nome sem necessidade? - Jurei voto e não o cumpri? - Pronunciei levianamente o nome de Deus ou falsamente? - Deixei de cumprir uma promessa feita a Deus? - Tenho o hábito de dizer palavrões? - Jurei, sabendo que era falso o que afirmava? - Jurei fazer algo injusto ou ilícito? Não reparei os prejuízos que daí advieram? - Amaldiçoei-me a mim próprio, ou a outra pessoa ou criatura? - Provoquei alguém à ira, para o fazer praguejar ou blasfemar a Deus? 3º Mandamento - Guardar domingos e festas - Faltei voluntariamente à Missa num Domingo ou festa de guarda? - Perdi uma parte principal (ofertório, elevação, comunhão)? - Cheguei atrasado à Missa nos Domingos e Dias Santos de guarda, ou saí mais cedo por minha culpa? - Fiz com que outras pessoas faltassem à Missa nos Domingos e Dias Santos de guarda, ou saíssem mais cedo, ou chegassem atrasados à Missa? - Estive distraído propositadamente durante a Missa? - Profanei a igreja por conversas, olhares indiscretos, namoros, por traje indecente? - Fiz ou mandei fazer trabalho servil desnecessário num Domingo ou Festa de guarda? - Comprei ou vendi coisas sem necessidade nos Domingos e Dias Santos de guarda? 4º Mandamento - Honrar pai e mãe - Desobedeci aos meus pais, faltei-lhes ao respeito, descuidei-me em ajudá-los nas suas necessidades? - Desrespeitei os pais ou superiores falando-lhes asperamente ou respondendo-lhes mal? - Murmurei contra eles? - Recusei-lhes a obediência? - Obedeci de má vontade? - Descuidei-me dos pais na velhice, na pobreza ou na doença (sustento, últimos sacramentos, remédios)? - Desejei-lhes mal? - Deixei de rezar por eles? - Mostrei irreverência em relação a pessoas em posições de autoridade? - Insultei ou disse mal de sacerdotes ou de outras pessoas consagradas a Deus? - Não me preocupei com aqueles que vivem e trabalham comigo? - Dei mau exemplo a meus filhos ou subordinados, não cumprindo os meus deveres religiosos e civis? - Tive menos reverência para com pessoas de idade? - Tratei mal a minha esposa ou os meus filhos? - Foi desobediente ao meu marido, ou faltei-lhe ao respeito? - Sobre os filhos: - Descuidei as suas necessidades materiais? -Protelei por meses ou até anos o Batismo de meus filhos, a primeira comunhão? - Descuidei-me da educação física, intelectual e principalmente da educação religiosa dos meus filhos? - Não os mandei à Missa nos domingos, ao catecismo? - Permiti que eles descuidassem os seus deveres religiosos? - Consenti que se encontrassem ou namorassem sem haver hipótese de se celebrar o matrimônio num futuro próximo? (Santo Afonso propõe um ano, no máximo). - Controlei suas leituras, seus divertimentos? - Deixei de vigiar as companhias com quem andam? - Deixei de os disciplinar quando necessitassem de tal? - Castiguei-os com ira? - Dei-lhes mau exemplo? - Escandalizei-os, discutindo com o meu cônjuge em frente deles? - Escandalizei-os ao dizer imprecações e obscenidades à sua frente? - Guardei modéstia na minha casa? - Permiti-lhes que usassem roupa imodesta (mini-saias; calças justas, vestidos ou camisolas justos; blusas transparentes; calções muito curtos; fatos de banho reveladores; etc.)? - Neguei-lhes a liberdade de casar ou seguir uma vocação religiosa? 5º Mandamento - Não matar - Procurei, desejei ou apressei a morte ou o ferimento de alguém? - Tive ódio ao próximo? Desejei-lhe mal? - Procurei vingar-me? - Discuti ou lutei com alguém sem justiça? - Desejei mal a alguém? - Quis ferir ou maltratar alguém, ou tentei fazê-lo? - Recuso-me a falar com alguém, ou guardo ressentimento de alguém? - Regozijei-me com a desgraça alheia? - Tive ciúmes ou inveja de alguém? - Fiz ou tentei fazer um aborto, ou aconselhei alguém a que o fizesse? - Mutilei o meu corpo desnecessariamente de alguma maneira (tatuagens, piercings, etc) ? - Consenti em pensamentos de suicídio, desejei suicidar-me ou tentar suicidar-me? - Prejudiquei minha saúde por excesso em comida e bebida? - Embriaguei-me ou usei drogas ilícitas? - Comi demais, ou não como o suficiente por motivo fútil? - Deixei de corrigir alguém dentro das normas da caridade? - Causei dano à alma de alguém, especialmente crianças, dando escândalo através de mau exemplo? - Fiz mal à minha alma, expondo-a intencionalmente e sem necessidade a tentações, como maus programas de TV, música reprovável, praias, etc.? - Não tive caridade para com os pobres, doentes e necessitados? - Seduzi outra pessoa ao pecado ou dei escândalo? - Não avisei o meu próximo sobre certos perigos materiais e espirituais em que incorria? - Roguei pragas? - Provoquei a inimizade entre outras pessoas? - Maltratei os animais sem necessidade? 6º e 9º Mandamentos - Não pecar contra a castidade / Não desejar a mulher do próximo - Neguei ao meu cônjuge os seus direitos matrimoniais? - Pratiquei o controle de natalidade (com pílulas, dispositivos, interrupção)? Aconselhei meios para este fim? - Abusei dos meus direitos matrimoniais de algum outro modo? - Faltei à fidelidade conjugal por pensamentos ou ações? - Cometi adultério ou fornicação (sexo pré-marital)? - Cometi algum pecado impuro contra a natureza (homosexualidade ou lesbianismo, etc.)? - Toquei ou abracei outra pessoa de forma impura? - Troquei beijos prolongados ou apaixonados? - Pratiquei a troca prolongada de carícias? - Pequei impuramente contra mim próprio (masturbação)? - Consenti em pensamentos impuros, ou tive prazer neles? - Consenti em desejos impuros para com alguém, ou desejei conscientemente ver ou fazer alguma coisa impura? - Entreguei-me conscientemente a prazeres sexuais, completos ou incompletos? Havia alguma circunstância de parentesco, de menoridade ou de relação educativa que tornassem mais grave esta desordem? - Faltei com o pudor ou com a modéstia em meus trajes? - Fui ocasião de pecado para os outros, por usar roupa justa, reveladora ou imodesta? - Fiz alguma coisa, deliberadamente ou por descuido, que provocasse pensamentos ou desejos impuros noutra pessoa? - Li livros indecentes ou vi figuras obscenas? - Vi filmes ou programas de televisão sugestivos, ou pornografia na Internet, ou permiti que os meus filhos os vissem? - Usei linguagem indecente ou contei histórias indecentes? - Ouvi tais histórias de boa vontade? - Gabei-me dos meus pecados, ou deleitei-me em recordar pecados antigos? - Estive com companhias indecentes? - Consenti em olhares impuros? - Deixei de controlar a minha imaginação? - Deixei de rezei imediatamente, para afastar maus pensamentos e tentações? - Evitei a preguiça, a gula, a ociosidade, e as ocasiões de impureza? - Fui a bailes imodestos ou peças de teatro indecentes? - Fiquei sozinho sem necessidade na companhia de alguém do sexo oposto? - Mantenho amizades particulares que facilmente me levam à infidelidade e estou disposto a abandoná-las? 7º e 10º Mandamentos - Não furtar / Não cobiçar as coisas alheias - Tive vontade de roubar alguma coisa? - Furtei ou roubei alguma coisa? O quê, ou quanto? - Reparei esses prejuízos causados e restituí o que não me pertence? - Defraudei a minha família no uso dos bens? - Gastei de mais para além do que permitem as minhas possibilidades e o orçamento familiar? - Danifiquei a propriedade de outrem? - Deixei estragar, por negligência, a propriedade de outrem? - Fui negligente na guarda do dinheiro ou bens de outrem? - Enganei o meu próximo cobrando mais que o justo combinado ou favoreço a exploração comercial? - Recusei-me a pagar alguma dívida, ou descuidei-me no seu pagamento? - Adquiri alguma coisa que sabia ter sido roubada? - Lesei o meu patrão, não trabalhando como se esperava de mim, com honradez e responsabilidade? - Deixei que se produzissem graves prejuízos através do meu trabalho? - Fui desonesto com o salário dos meus empregados? - Recusei-me a ajudar alguém que precisasse urgentemente de ajuda, ou descuidei-me a fazê-lo? - Dei prejuízo ao próximo, usando de peso ou medida falsos, enganando nas mercadorias ou encomendas? - Desperdicei o dinheiro em jogo? - Tive inveja de alguém, por ter algo que eu não tenho? - Invejei os bens de alguém? - Tenho sido avarento? - Tenho sido cúpido e invejoso, dando demasiada importância aos bens e confortos materiais? O meu coração inclina-se para as posses terrenas ou para os verdadeiros tesouros do Céu? - Cumpri rigorosamente os meus deveres sociais, tais como os seguros, os impostos justos e os compromissos assumidos? - Não ajudo a Igreja com os auxílios necessários e até tirando do meu supérfluo ou dos meus maus gastos? - Não dou esmolas de acordo com a minha condição econômica? 8º Mandamento - Não levantar falso testemunho - Disse mentiras? - Minto habitualmente com a desculpa de serem coisas de pouca importância? - As minhas mentiras causaram a alguém danos materiais ou espirituais? - Fiz julgamentos temerários a respeito de alguém (isto é, acreditei firmemente, sem provas suficientes, que eram culpados de algum defeito moral ou crime)? - Atingi o bom nome de alguém, revelando faltas autênticas mas ocultas (maledicência)? - Não disse bem dos outros reparando deste modo alguma injustiça realizada ou consentida? - Caluniei? - Colaborei na calúnia e na murmuração? - Revelei os pecados de outra pessoa? - Fui culpado de fazer intrigas (isto é, de contar alguma coisa desfavorável que alguém disse de outra pessoa, para criar inimizade entre eles)? - Dei crédito ou apoio à divulgação de escândalos sobre o meu próximo? - Supus más intenções? - Jurei falso ou assinei documentos falsos? - Sou crítico ou negativo sem necessidade ou falto à caridade nas minhas conversas? - Lisonjeei outras pessoas? - Violei segredos? - Abri cartas alheias? - Fingi doenças, pobreza, piedade para enganar os outros? - Dei ouvido a conversas contra a vida alheia? - Deixei de ouvir Missa inteira nos domingos e festas de guarda? - Confessei-me ao menos uma vez ao ano? - Comunguei ao menos pela Páscoa da Ressurreição? - Guardei o jejum eucarístico? - Recebi a Sagrada Comunhão em estado de pecado mortal? (Este é um sacrilégio muito grave). - Jejuei na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa? - Fiz abstinência de carne nas sextas-feiras da Quaresma? - Paguei dízimo conforme o costume? Descuidei-me no cumprimento das obras seguintes, quando as circunstâncias mo pediam? As sete obras de Misericórdia espirituais 1. Dar bom conselho aos que pecam. 2. Ensinar os ignorantes. 3. Aconselhar os que duvidam. 4. Consolar os tristes. 5. Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo. 6. Perdoar as injúrias por amor de Deus. 7. Rogar a Deus pelos vivos e pelos defuntos. As sete obras de Misericórdia corporais 1. Dar de comer a quem tem fome. 2. Dar de beber a quem tem sede. 3. Vestir os nus. 4. Visitar e resgatar os cativos. 5. Dar pousada aos peregrinos. 6. Visitar os doentes. 7. Enterrar os mortos. - Soberba: desprezar os inferiores, tratá-los com desdém; querer em tudo dominar; revoltar-se contra qualquer autoridade legítima. Virtude oposta: Humildade. - Avareza: pensar somente em ganhar dinheiro e acumular fortuna, sem nada querer gastar com os pobres, ou para fins de piedade e caridade; negar esmola, podendo dá-la. Virtude oposta: Liberalidade. - Impureza: procurar prazeres ilícitos que mancham a alma e lhe roubam a inocência. Virtude oposta: Castidade. - Ira: ficar enraivado facilmente, deixar-se levar pelo ímpeto da cólera; impacientar-se facilmente. Virtude oposta: Paciência. - Gula: exceder-se na comida e na bebida; embriagar-se. Virtude oposta: Temperança. - Inveja: não querer que outros estejam bem; entristecer-se com o bem-estar do próximo; empregar meios para impedir, diminuir ou destruir a felicidade do próximo. Virtude oposta: Caridade. - Preguiça: perder o tempo em ociosidade; não cumprir por indolência as obrigações do trabalho ou da religião. Virtude oposta: Diligência. - Blasfemei contra a Imaculada Conceição? - Blasfemei contra a Virgindade Perpétua de Nossa Senhora? - Blasfemei contra a Maternidade Divina de Nossa Senhora? Deixei de reconhecer a Nossa Senhora como Mãe de todos os homens? - Tentei publicamente semear nos corações das crianças indiferença ou desprezo, ou mesmo ódio, em relação à sua Mãe Imaculada? - Ultrajei-A diretamente nas Suas santas imagens? - Alguma vez fiz deliberadamente com que outros pecassem? - Alguma vez cooperei nos pecados de outrem: 1. Aconselhando? 2. Mandando? 3. Consentindo? 4. Provocando? 5. Lisonjeando? 6. Ocultando? 7. Compartilhando? 8. Silenciando? 9. Defendendo o mal feito? A alma deve evitar todos os pecados veniais, especialmente os que abrem caminho ao pecado grave. Ó minha alma, não chega desejar firmemente antes sofrer a morte do que cometer um pecado grave. É necessário tem uma resolução semelhante em relação ao pecado venial. Quem não encontrar em si esta vontade, não pode sentir-se seguro. Não há nada que nos possa dar uma tal certeza de salvação eterna do que uma preocupação constante em evitar o pecado venial, por insignificante que seja, e um zelo definido e geral, que alcance todas as práticas da vida espiritual — zelo na oração e nas relações com Deus; zelo na mortificação e na negação dos apetites; zelo em obedecer e em renunciar à vontade própria; zelo no amor de Deus e do próximo. Para alcançar este zelo e conservá-lo, devemos querer firmemente evitar sempre os pecados veniais, especialmente os seguintes: - pecado de dar entrada no coração de qualquer suspeita não razoável ou de opinião injusta a respeito do próximo. - pecado de iniciar uma conversa sobre os defeitos de outrem, ou de faltar à caridade de qualquer outra maneira, mesmo levemente. - pecado de omitir, por preguiça, as nossas práticas espirituais, ou de as cumprir com negligência voluntária. - pecado de manter um afeto desregrado por alguém. - pecado de ter demasiada estima por si próprio, ou de mostrar satisfação vã por coisas que nos dizem respeito. - pecado de receber os Santos Sacramentos de forma descuidada, com distrações e outras irreverências, e sem preparação séria. - Impaciência, ressentimento, recusa em aceitar desapontamentos como vindo da Mão de Deus; porque isto coloca obstáculos no caminho dos decretos e disposições da Divina Providência quanto a nós. - pecado de nos proporcionarmos uma ocasião que possa, mesmo remotamente, manchar uma situação imaculada de santa pureza. - pecado de esconder propositadamente as nossas más inclinações, fraquezas e mortificações de quem devia saber delas, querendo seguir o caminho da virtude de acordo com os caprichos individuais e não segundo a direção da obediência.
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