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Jesus foi recordado e narrado como aquele que exigiu o amor ao próximo PDF Imprimir E-mail

A Jesus foi perguntado certa vez, qual seria, dentre todos, o essencial de nosso relacionamento com Deus. A resposta foi pronta: “amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças. O segundo é semelhante a este”. Aqui Jesus começa a ser original, porque foi buscar o segundo de um acúmulo de mais de outros 600 preceitos: “amarás o teu próximo como a ti mesmo”, e diante de certa surpresa e tentativa de justificação, Jesus narra a conhecidíssima parábola do bom samaritano.

Jesus foi recordado e narrado como aquele que exigiu o amor ao próximo, mas atenção. O nosso próximo não são os africanos que estão do outro lado do oceano Atlântico; os nossos próximos atuais não são os Sírios, que estão vivendo momentos difíceis lá na Síria, bem longe de nós, no Oriente Médio. O nosso próximo é aquele que convive conosco, é aquele que trabalha conosco, é aquele que estuda conosco, é aquele que convive na mesma casa, dentro de um mesmo teto, é aquele que Deus faz atravessar, concretamente, a rua onde nós estamos passando. Esse é o próximo.

E se acontecer que essa pessoa, seja ela quem for, até mesmo de outra religião, de outro visual, de outros panoramas, precisar ou necessitar de meu auxilio, eu devo prestar-lhe este auxílio imediatamente e sem delongas. E mais, no último dia seremos examinados não tanto pelo número de cultos a que assistimos, pelo número de missas de que participamos, mas seremos examinados, atentamente, pelo modo como tivermos tratado o nosso próximo.

Existem muitas pessoas que não esperam nada de nós, mas existem muitas outras que gostariam de alguma coisa. E não necessariamente no campo estritamente financeiro ou material; não necessariamente no campo do dinheiro. Existem pessoas que gostariam de um conselho, existem pessoas que gostariam de uma pessoa com quem pudessem desafogar suas mágoas, com quem pudessem compartilhar seus sentimentos e, de uma maneira muito geral, os segredos, ou alguns segredos de seus corações.

A todos nós devemos comportar-nos como o samaritano desta parábola. Atenção! Jesus não proíbe que nós nos amemos, e nós sabemos como nós nos amamos. Nós não nos amamos, por exemplo, olhando-nos no espelho e achando-nos bonitos o dia inteiro. Nós sabemos o que nos convém, nós sabemos o que nos é vantajoso, nós sabemos o que nos faz bem.

Nada disto é pecado, com uma condição, que isto também valha para aquele que é meu próximo; que isto também valha para aquele que atravessa concretamente o meu caminho. Atentos! Nós temos um olhar muito seletivo. nós vemos o que queremos, e muitas vezes não vemos o que não queremos.

Jesus pede que sejamos atentos e procuremos ver o que não estamos acostumados a ver, ou aquilo que não gostamos de ver diariamente.

 
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