Santuario D’ Oropa – Biella – Italia
Associação Madre Cabrini
Catolicismo Romano
Chiesa Cattolica Italiana
Provincia di Roma
Provincia di Biella
VIDA PÚBLICA DE JESUS PDF Imprimir E-mail

 

Aos 30 anos, iniciando sua vida pública, Jesus foi batizado. Os quatro Evangelhos narram o seu Batismo (Mt 3, 13s) - (Mc 1, 9s) - (Lc 3, 21s) - (Jo 1, 29s). João Batista vivia no deserto, pregando penitência, isto é, mudança de atitude, Vida Nova, purificação. "Preparai os caminhos do Senhor" - repetindo Isaías - ele clamava no deserto.

Pessoalmente, João desconhecia Jesus. Mas, assim que O viu, reconheceu-O. Como O reconhecera, ainda no ventre de sua mãe. João, homem de Deus, cheio do Espírito Santo, reconhecia o seu Senhor. E apresentou-O ao povo judaico: "Eis o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo". E, sem precisar de batismo, Jesus foi batizado. Por quem era menor do que Ele. (Mais um desafio.)

Nessa hora, aconteceu um milagre: a manifestação da Santíssima Trindade: sobre Sua cabeça surgiu uma pomba (o Espírito Santo), enquanto se ouvia uma voz: "Este é meu Filho bem-amado".

Como "o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo", Jesus provou ser o Messias prometido, o Salvador esperado, o Verbo que se fez Carne. Ele mesmo o afirma: O Messias sou eu que lhe estou falando" - disse à Samaritana (Jo 4, 26).

E prova-o com Seus milagres. Nele, realizam-se todas as profecias, inclusive as que Ele mesmo fez, como, por exemplo, a de Sua ressurreição (Lc 18, 33). Além disso, dá, ainda, o testemunho de Sua inigualável doutrina - doutrina ensinada e vivida.

Vemos, após o Batismo, a tentação de Jesus, pelo demônio. Excetuando o pecado, Ele quis sentir toda a nossa fraqueza, toda a nossa miséria. Quis ser como um de nós, para que nos tornássemos como Ele. Mostrou-nos que o justo é provado - e provado, deve manter-se fiel.

Depois, Ele escolheu Seus discípulos. Entre estes, os apóstolos. "Vem e segue-me" - e aqueles homens rudes largaram suas redes para tornarem-se pescadores de homens. Simão passou a chamar-se Pedro. Pedro, porque seria a pedra fundamental da Igreja que nascia.

Da Igreja, depositária de Sua Doutrina. E de Seu Sangue. Da Igreja que deveria permanecer (sob a assistência do Espírito Santo) "até a consumação dos séculos" (Mt 28, 20).

Conforme anunciara o profeta, em parábolas Ele ensinou (Mt 13, 35). É fácil encontrá-las nos Evangelhos. Como são fáceis de se encontrar os Seus milagres. O difícil é escolher a parábola mais bonita, ou mais atual. Como é difícil escolher o milagre mais significativo.

Toda a vida de Cristo é beleza e claridade. "Eu sou a Luz do mundo". Toda a sua vida é amor e convite à perfeição. "Quem me segue, não anda em trevas". "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida".

O primeiro milagre de Jesus foi o das "bodas de Caná". A pedido de Nossa Senhora. Conta-o S. João, no cap. 2. Durante a festa, o vinho acabou. Maria, a boa Mãe, percebeu: "Eles não têm mais vinho". E Jesus, apesar de não Ter chegado ainda a Sua hora, atendeu ao pedido dela.

Maria disse aos criados: "Fazei o que Ele vos mandar" - e ele fizeram. Então, naquele festim de amor, a água transformou-se em vinho. Numa figura da hora de amor maior em que o vinho se transformaria em Sangue.

São várias as lições aí encontradas: a bondosa solicitude e o poder da Virgem Mãe, a importância de fazer o que Ele manda, a ligação deste milagre com aquele maior em que nós somos convidados para as "bodas de Sangue". Maria a "Medianeira de todas as graças", é nossa advogada. É a "Onipotência suplicante" a quem podemos recorrer, a qualquer momento. Deus a atende. Sempre.

Por duas vezes, Jesus realizou o milagre da multiplicação de pães e peixes. Os quatro Evangelistas descrevem o primeiro (Mt 14, 15s - Mc 6, 41s - Lc 9, 12s - Jo 6, 10s). E S. Mateus e S. Marcos (Mt 15, 32s e Mc 8, 1s) narram, também, o segundo.

S João, no mesmo capítulo (6, 32s) em que trata do assunto, prossegue referindo-se à promessa da Eucaristia - o Pão da Vida eterna - e insiste nas categórica afirmações de Jesus acerca de um dos mais belos mistérios da fé: "Eu sou o pão da vida: o que vem a mim, não terá fome, e o que crê em mim, não terá jamais sede";

"Eu sou o pão vivo que desci do céu. Se alguém comer deste pão, viverá eternamente; e o pão que eu darei, é a minha carne para a vida do mundo." "Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. O que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida.

O que come a minha carne e bebe o meu sangue fica em mim e eu nele. Assim como me enviou o Pai que vive, e eu vivo pelo Pai, do mesmo modo o que me come também viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu. Não é como o maná que vossos pais comeram, e morreram. O que come este pão viverá eternamente". - Era o convite para as bodas de sangue...

... "Muitos, porém, dos seus discípulos, ouvindo isto, disseram: 'Dura é esta linguagem, e quem a pode ouvir?' E, por causa disso, muitos O deixaram. Queriam coisas mais fáceis, uma doutrina mais leve, menos exigente, mais adaptada à mediocridade.

Mas Jesus não retirou uma palavra do que dissera. Ao contrário, dirigindo-se aos apóstolos, perguntou-lhes: "Porventura quereis, vós, também, retirar-vos?" Respondeu-lhe, então, Pedro: 'Senhor, para quem havemos de ir? Tu tens palavras de vida eterna'."

É ainda, o mesmo apóstolo, o que descreve a ressurreição de Lázaro (Jo 11, 1s). De Lázaro, por quem Jesus chorou. Jesus que, em outra oportunidade, a chicotadas, expulsou os vendilhões do Templo, chorou com a morte de Lázaro. Servindo-nos de modelo, revela-se viril e compassivo, firme e suave, enérgico e paciente.

Lázaro (morto há 4 dias) era irmão de Marta e Maria.Marta foi, primeiro, ao encontro de Jesus: "Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. Mas eu sei que mesmo agora tudo o que pedires a Deus, Deus te concederá". Respondeu-lhe Jesus: "Teu irmão ressuscitará".

Marta disse-lhe: "Bem sei que há de ressuscitar na ressurreição, no último dia". Disse-lhe Jesus: "Eu sou a ressurreição e a vida. O que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. E todo o que vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Crês isto? " Ela respondeu: "Sim, Senhor, eu creio que tu és o Cristo, Filho de Deus Vivo, que vieste a este mundo. "

Maria, assim que soube da presença de Jesus, indo depressa ao seu encontro, fez-lhe a mesma queixa: "Senhor, se estiverdes aqui, não teria morrido meu irmão". E Jesus perturbou-se. E Jesus chorou. Era homem. Plenamente homem. E, como, também, era Deus, plenamente Deus, Lázaro foi ressuscitado e entregue às suas irmãs. As suas irmãs a quem Ele dissera: "Eu sou a ressurreição e a vida. O que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá".

Em outro sentido - também real - é preciso saber: mesmo que tudo tenha morrido em nós, um ato de fé em Jesus Cristo pode animar-nos. Suas palavras são, realmente, "palavras de vida eterna" - para quem as leva a sério.

Vejamos algumas de suas parábolas. A do "filho pródigo", por exemplo (Lc 15, 11-32): deixando a casa do pai, o moço rico, distanciando-se cada vez mais, acabou vivendo entre os porcos. Mas "entrou em si". Admitiu sua culpa. Arrependeu-se. E decidiu-se a voltar. Então, o pai foi ao seu encontro. E houve festa e alegria - porque o filho morto ressuscitara.

A rigor, todos somos filhos pródigos. Todos somos moços ricos, filhos de pai generoso. Iludidos por quimeras. Frequentemente esbanjamos tesouros (a fé, a pureza, a paz da consciência). Afastando-se de Deus, quantos passam a viver na miséria do pecado! Mas a Misericórdia nos espreita e nos espera. E nos procura. Jesus é o "bom pastor" que vai atrás das ovelhas desgarradas.

Ele nos recebe e nos salva. Porque o amor é mais poderoso do que a morte. Mas é preciso que queiramos. Efetivamente. Porque, no fundo da miséria, Deus respeita a nossa dignidade de homens - de homens que Ele não fez escravos nem autômatos, mas filhos de Rei.

São Mateus, no capitulo 22, conta a parábola da núpcias do filho do rei. "O reino dos céus é semelhante a um rei que tratou núpcias para seu filho". A união de Cristo com a Igreja é, frequentemente, comparada as núpcias.

S. Paulo (Ef 5, 25) fala a esse respeito. Já vimos a relação entre o primeiro casal (Adão e Eva) e Cristo e a Igreja, sua "esposa". Outro sentido não tem o "Cântico dos Cânticos" além da exaltação deste casamento místico de Cristo com sua Igreja. Particularmente, no estilo oriental, nada exprimiria melhor o amor divino do que imagens do amor humano.

Portanto, "um rei" (Deus Pai) nos convida para um festim de amor (as boda de Cristo com a Igreja). Por meio dos profetas, os judeus foram os primeiros convidados. Mas rejeitaram o convite. Convite que foi aceito por pagãos.

Estes foram à festa. Mas um não estava vestido de acordo - e, por isso, foi expulso. Porque, para aquele festim de amor, a veste deve ser pura. Pura como a que recebemos no Batismo. Vestidos com a graça de Deus é que vamos a um casamento de Rei. Nas "bodas de sangue", no mais profundo mistério de amor, há, sobre a mesa, Pão e Vinho. E os convivas se alimentam de eternidade.

 
< Anterior   Próximo >
Copyright © 2010 Catolicismo Romano | Powered by UNOPress