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O HOMEM E DEUS PDF Imprimir E-mail

 

Quem somos:

O Homem é um ser feito à imagem e semelhança de Deus. Claro, quando mencionamos "homem" nos referimos à humanidade inteira, homens e mulheres.

Dotada de alma espiritual, inteligência e vontade, ao contrário dos animais, a pessoa humana, desde a sua concepção, é ordenada para Deus e destinada à bem-aventurança eterna. Busca sua perfeição na "procura e no amor da verdade e do bem."

O homem, ferido em sua natureza pelo pecado original, está sujeito ao erro e inclinado ao mal no exercício de sua liberdade. Porém, deve buscar justificação e bom exemplo em Cristo.
 
Liberdade humana:

"Deus deixou o homem nas mãos de sua própria decisão"" (Eclo 15,14), para que pudesse livremente aderir a seu Criador e chegar, assim, à feliz perfeição..

Moralidade:

"Não se pode justificar uma ação má, embora feita com boa intenção" (S. Tomás de Aquino). Uma finalidade justa não justifica um procedimento injusto. Isto engloba várias coisas, como o uso de preservativos, o aborto, etc. Não posso através de um mal criar nada bom.

Um ato moralmente bom supõe, ao mesmo tempo, a bondade do objeto, da finalidade e das circunstâncias.

Paixões:

O termo "paixões" designa as afeições ou os sentimentos. Por meio de suas emoções, o homem presente o bem e suspeita da presença do mal.

As principais paixões são o amor, o ódio, o desejo, o medo, a alegria, a tristeza e a cólera.

As emoções e os sentimentos podem ser assumidos em virtudes ou pervertidos em vícios. O mal moral depende não dos movimentos da sensibilidade, mas da razão e da vontade.

A Palavra de Deus deve ser luz para nossos passos. É precisos que a assimilemos na fé e na oração e a coloquemos em prática. Assim se forma a consciência moral.

Pecado e virtude e dons do Espírito:

A virtude é uma disposição habitual e firme de fazer o bem. Existem quatro virtudes cardeais: a prudência (prática em discernir), a justiça (dar a Deus e ao próximo o que lhes é devido), a fortaleza (firmeza e constência na busca do bem)e a temperança (moderação da atração dos prazeres sensíveis e busca do equilíbrio no uso dos bens criados). As virtudes crescem pelo esforço. Seu acúmulo leva à santidade.

Há também as chamadas "virtudes teologais", que estão relacionadas à fé. São a fé (crença em Deus e em Sua revelação), a esperança (desejo e aguardo da vida eterna) e a caridade (amor a Deus sobre todas as coisas, e aos irmãos como a nós mesmos). Ela é o "vínculo da perfeição" (Cl 3,14) e a forma de todas as virtudes.

A vida moral dos cristãos é sustentada pelos dons do Espírito Santo: sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus. Os dons geram os "frutos."

Chamamos "frutos do Espírito" às perfeições que o Espírito Santo forma em nós como primícias da glória eterna. A tradição da Igreja enumera doze: caridade, alegria, paz, paciência, longanimidade, bondade, benignidade, mansidão, fidelidade, modéstia, continência e castidade.

O pecado é "uma palavra, um ato ou um desejo contrário à lei eterna" (Santo Agostinho). É uma ofensa a Deus, é um ato contrário à razão, fere a natureza do homem e ofende a solidariedade humana. A raiz de todos os pecados está no coração do homem e, sabendo disso, o demônio às vezes se utliliza disso para a perdição dos filhos de Deus.

Querer uma coisa que é contrária à lei divina, sabendo-se disso, é cometer um pecado mortal. Ele destrói em nós a caridade, sem a qual é impossível a bem-aventurança eterna. Caso não haja arrependimento, o pecado mortal acarreta a morte eterna.

O pecado venial constitui uma desordem moral reparável pela caridade, que ele deixa subsistir em nós.

A repetição dos pecados, mesmo veniais, produz os vívios, entre os quais avultam os pecados capitais.

Vida social:

Devemos sempre ter em mente que um mal moral gera um mal físico. A Igreja prega que não existe solução da questão social fora do Evangelho, pois a caridade de Cristo leva a justas reformas.

Todas as autoridades sociais foram instituídas por Deus e toda comunidade humana tem necessidade de uma autoridade para se manter e desenvolver.

O bem comum comporta três elementos: o respeito e a promoção dos direitos fundamentais da pessoa, a prosperidade ou o desenvolvimento dos bens espirituais e temporais da sociedade, a paz e a segurança do grupo e de seus membros.

Praticando o bem, vivendo conforme o Evagelho e recebendo os Sacramentos da Igreja, estaremos em união com Deus. Esta união chama-se "graça santificante."

O apelo à plenitude da vida cristã e à santidade é feito a todos os cristãos para que, obedientes à Santa Igreja e respeitando sua infalibilidade, possamos alcançar a glória eterna do paraíso.

 
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