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AS ATITUDES DO PAPA FRANCISCO PODEM COLOCAR EM PERIGO NOSSA FÉ? - POR PADRE JONAS DOS SANTOS LISBOA PDF Imprimir E-mail

Papa FranciscoNem sempre compensa refutar todas as acusações que se fazem contra a Igreja. Jesus às vezes se calava diante de acusações infundadas. As piores acusações que se fazem contra o Papa partem de duas vertentes aparentemente opostas: o tradicionalismo e o progressismo.


Os dois extremos se tocam. Ambos tem por meta solapar a autoridade do supremo pastor da Igreja e tornar a Igreja, desacreditada. Ambos, curiosamente, seguem a mesma linha de pensamento denunciada pelo Papa S. Pio X na Encíclica Pascendi: “Temos aberta a estrada para enfrentar a autoridade dos Concílios e para contradizer à vontade as suas deliberações, e julgar os seus decretos e manifestar às claras tudo o que nos parece verdade, seja embora aprovado ou condenado por qualquer Concílio, ostentam certo desprezo das doutrinas católicas, dos Santos Padres, dos concílios ecumênicos, dos magistérios eclesiásticos; e se forem por isto repreendidos, queixam-se de que se lhes tolhe a liberdade”. Olhando os ataques que os inimigos camuflados sob qualquer rótulo fazem à Igreja e ao Papa, pouco trabalho resta aos inimigos declarados e externos.

A Igreja é una em sua doutrina e em seu governo. Os que não aceitam  esta unidade, não são católicos. O católico é simplesmente católico. Daí a necessidade de se rotularem com termos restritivos como tradicionalistas ou progressistas. Tanto uns quanto outros estão fora da Igreja. É o que afirma S. Pio X na Pascendi a respeito dos modernistas e é o que afirma Bento XVI a respeito da Fraternidade, que é a personificação da tradicionalismo na atualidade. Não se aduza como argumento de defesa desta última corrente que sua liturgia é digna e séria. Parodiando S. Agostinho, eu diria: não adianta celebrar a missa no rito tridentino, não adianta ser impecável nas rubricas litúrgicas, não adianta cantar gregoriano, não adianta usar vestes clericais, não adiantam belas homilias, se isto tudo se faz fora da comunhão da Igreja. “Magnus passus, sed extra viam”. Grande passo, mas fora do caminho. É sempre bom lembrar o que disse Leão XIII: “A unidade de governo é tão importante quanto à unidade de doutrina”. Não vou tratar aqui dos progressistas, enjaulados na já desacreditada teologia da libertação de cunho marxista, que como a hidra de sete cabeças persiste em sobreviver. Esta corrente está muito decepcionada com o Papa Francisco que tem se mostrado amigo dos pobres, mas sem este viés ideológico falido.

O tradicionalismo, por outro lado, por não ser católico, não guarda a unidade querida por Jesus. Haja vista o cisma que aconteceu dentro do cisma. Por não suportar a “rebeldia”de um de seus bispos, este  foi excluído (excomungado !) de seus quadros. O interessante é que as acusações que o “bispo rebelde” fez  ao atual governo da FSSPX, foram as mesmas que o dito superior fez contra os padres de Campos quando conversavam com Roma.  Ainda como pano de fundo à resposta que devo dar à pergunta a mim formulada, queria lembrar que o Concílio Vat. II está completando 50 anos. A missa chamada de Novus Ordo, completou 43 anos. O Catecismo da Igreja Católica, 20 anos. O Código de Direito Canônico, completou  40 anos. Estes são os pomos da discórdia que fazem com que os neo-cismáticos rejeitem ao que chamam de IGREJA OFICIAL como um todo e vivam praticamente numa autonomia própria das seitas. Como se vê, não somente palavras e atitudes do Papa, mas todos os atos e documentos oficiais da magistério contemporâneo são contestados, e por largos anos. Mesmo que não se declarem sedevacantistas, na prática o são.

O próprio fundador da FSSPX declarou alto e bom som, que as quatro notas da Igreja de Cristo não pertencem mais à IGREJA OFICIAL, mas à Fraternidade. Por isso que o sucessor do fundador se arvora em crítico do Papa, acusando-o de “por em perigo a nossa fé”. Pelo contrário, o papa tem dado aulas muito práticas e oportunas sobre todos os assuntos atuais. Nas entrevistas que tem sido infelizmente deturpadas e manipuladas pelos inimigos da Igreja, o Papa tem sido claro, dizendo que em todos os assuntos relativos à moral como a questão do aborto, homossexualismo, etc, ele como filho fiel da Igreja se atém ao que ensina o Catecismo da Igreja Católica. Se Jesus estivesse em pessoa hoje ocupando a Cátedra de Pedro não se livraria de acusações levianas e infundadas como esta, que certamente fariam   os   escribas e   fariseus a seu respeito:  “- Jesus até o presente momento não falou uma palavra sequer contra o aborto ou contra o homossexualismo. Pelo contrário, falou que Sodoma e Gomorra seriam julgadas com menos severidade que nós (fariseus) e que os libertinos e pecadores alcançariam primeiro o reino do céu que nós que somos religiosos observantes da lei!” Não seria uma atitude polêmica e  sujeita a críticas, esta de Jesus?

O Papa Francisco em diversas ocasiões condenou o aborto. Como Cardeal, se indispôs contra o governo da Argentina pelo fato de a presidente daquele país lutar pela legalização tanto do aborto como do casamento homossexual. Quando nós cremos na Igreja e nas promessas de Jesus, a coisas ficam muito claras. Cremos firmemente que Jesus está com a Igreja TODOS OS DIAS. O Espírito Santo não a desampara nunca. Quando lemos as mensagens do Papa, as lemos com os olhos de católicos, filhos da Igreja, e não de um olhar crítico-farisaico, nem  com a lente daqueles que ao ler as páginas da Bíblia, também a distorcem conforme seus intentos. A própria Biblia deveria então ser um livro também criticável, pois que se presta a tantas e tantas interpretações! As palavras da Bíblia também são manipuladas, o que não é estranho, pois que o mesmo autor da Bíblia é o que dirige a Igreja hoje e sempre e garante a pureza da sua doutrina. “Estarei convosco todos os dias. Quem vou ouve a Mim ouve, quem vos despreza a Mim despreza”.

O Papa tem posto em “perigo a nossa fé? Segundo estatísticas recentes, em muitos países, como na Espanha, está havendo um retorno muito significativo de fiéis às práticas religiosas, isso em virtude da forma como Francisco vem conduzindo a Igreja.

Os críticos do Papa deveriam olhar é para o estado lamentável em que se encontram suas intituições. Fica muito difícil acreditar que haja um desfecho favorável e mesmo um avanço no diálogo FSSPX versus SANTA SÉ. Se formos nos firmar nas palavras que o superior geral da Fraternidade fala para o exterior da congregação, podemos acreditar no diálogo, mas se o ouvimos em suas declarações intra-muros, chegamos à conclusão de que o cisma lefevriano fica cada vez mais com a aparência do Grand Canyon!

A minha oração é a que a Igreja faz na sexta-feira santa: “ Oremos pelos hereges e cismáticos, para que Deus, Nosso Senhor, os livre de todos os erros e se digne reconduzi-los à Santa Igreja Católica e Apostólica”.

VIVA O PAPA,  DEUS O PROTEJA,  O PASTOR, DA SANTA IGREJA!

Padre Jonas dos Santos Lisboa é colaborador dos portais "Catolicismo Romano" e ´"Rádio Italiana". Pertence ao clero da Administração Apostólica São João Maria Vianney. Cursou Filosofia e Teologia no Seminário da Diocese de Campos dos Goytacazes.
Responsável pela celebração da Missa Tridentina, na forma extraordinária em latim, do rito romano, na Capela de Santa Luzia em São Paulo. Email para contato:  Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email

 
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