CREDO IN LATIN
Santuario D’ Oropa – Biella – Italia
Associação Madre Cabrini
Catolicismo Romano
Chiesa Cattolica Italiana
Provincia di Roma
Provincia di Biella
Enquete
O que você sabe sobre catolicismo romano?
 
Frontpage Slideshow (version 2.0.0) - Copyright © 2006-2008 by JoomlaWorks
PADRES SÃO OBRIGADOS A USAR A BATINA. MUITOS NÃO A UTILIZAM POR VERGONHA OU FALTA DE VOCAÇÃO PDF Imprimir E-mail
Padres de batinaO Código de Direito Canonico (CDC), assim afirma: Can. 284: "Os clérigos devem vestir um traje eclesiástico digno, de acordo com as regras estabelecidas pelas conferências episcopais e os costumes legítimos do lugar".


Comentendo um grave erro, muitos sacerdotes progressistas aboliram nos dias de hoje o uso da batina. Isto se deve ou por falta de vocação ou até por vergonha. 


Há um livro baseado em uma tese de Michele de Santi chamado “O hábito eclesiástico, seu valor e sua história”. Os trechos a seguir são extraídos deste livro. O que nos interessa é apenas este histórico e não as idéias do autor, com as quais muitas vezes não concordamos. Segue o resumo:

No século XI São Bernardo (1090-1153) lembra que a vestimenta dos padres deve ser o sinal exterior de suas virtudes interiores, pois na época os padres estavam transformando o hábito em objeto de luxo e vaidade¹.

O decreto de Gratien (1140) insiste em que o hábito deve ser usado em toda parte, na rua, em viagem ... Gratien comenta esta posição citando Santo Agostinho, que afirmava que frequentemente as desordens do corpo manifestam as desordens do espírito¹.

O Concílio de Trento (Infalível) traz a famosa expressão (muitas vezes deturpada em seu sentido original): “Mesmo considerando que o hábito não faz o monge, é necessário que os religiosos vistam sempre um hábito adequado a seu estado (...)¹”

O primeiro Concílio de Milão (1565) impôs a cor negra e o quarto (1576) lembra a obrigação de usar a batina na Igreja mesmo quando não se use a capa¹.

Sixto V (1585-1590) trará, por assim dizer, a pedra final ao edifício com a Constituição “Cum Sacrosancta”, obrigando os padres a usar a batina. Impôs punições severas a quem desobedecesse. Quatro anos mais tarde esta lei será abrandada, voltando à interpretação mais genérica que prevalecera no Concílio de Trento; os padres devem usar um hábito conveniente a seu estado e de acordo com as disposições de seu bispo.

O Código de 1917 (can. 136) pede aos padres que usem um hábito eclesiástico conveniente (decente) segundo os legítimos costumes do lugar e do Bispo. Sem outras definições mas com penalidades que podem ir até à perda do cargo ou estado clerical.

Pouco antes do Concílio Vaticano II, o Sínodo de Roma de 1960 lembra que os padres residentes em Roma devem usar a batina. Nos documentos posteriores ao Concílio encontramos sobretudo argumentação para convencer os padres a usar a batina nesta época de tantas contestações. Em 1966, a Conferência Episcopal Italiana aconselha que para “vantagem pessoal do padre” e “edificação da comunidade, a batina deve ser a vestimenta normal dos padres”; o clergyman sendo reservado para as viagens ou quando for necessário por comodidade, como foi explicado acima.

Neste mesmo ano, a Cúria alerta que os padres que trabalham no Vaticano devem usar a batina. E Paulo VI se lamentou em 17 de Setembro de 1969:

“Fomos longe demais na intenção, em si louvável, de inserir o padre no contexto social, até o ponto de secularizar sua forma de viver, de pensar, e mesmo seu hábito, com o grave risco de enfraquecer sua vocação e de ridicularizar seus compromissos sagrados assumidos diante de Deus e da Igreja”.

Portanto, fica claro de acordo com os documentos citados anteriormente que absolutamente todos os sacerdotes devem usar a batina, em todos os lugares e não devem se vestir como leigos. E quem quer que se diga católico e afirme o contrário está indo contra os ensinamentos católicos e os

escritos dos Pontífices e até mesmo dos santos da Igreja. Que ninguém ouse dizer que não é preciso usar a batina, e que a roupa não faz o monge, pois como foi citado, o próprio Concílio Infalível de Trento responde a esta objeção.

A Importância do uso da Batina, por que os Santos Padres e a Igreja sempre insistiram no uso.

A Batina é o distintivo, a farda de um soldado. Já viste policial, um reles deles, sem farda? Sem farda ele perde a autoridade. Também assim é o padre. Se ele não estiver a usando ele se mistura ao povo, e o povo "o engole". Daremos aqui neste artigo somente alguns motivos, para o artigo não ficar demasiadamente longo,  da importância do uso da Batina pelos sacerdotes:

1 - Imagine a seguinte situação, existe um padre em um shopping ou qualquer local público, e está de batina, todos olham e sabem que se trata de um sacerdote, pois se precisarem de um sacerdote recorrerão a ele.

2 - O Padre estando em locais públicos de batina, é uma evangelização, o sacerdote traz Cristo em seu rosto, em suas vestes. O exterior do padre, mostra a piedade que ele leva em seu coração.

3 - Se acontece algum acidente, ou alguma pessoa corre risco de vida e está para morrer, reconhece-se facilmente o padre no meio da multidão.

4 - O sacerdote está acima de todas as pessoas, até mesmo dos anjos na hierarquia, grande é a dignidade do padre², por isso quando encontramos um padre, devemos beijar sua mão. Assim diz o livro "A Selva" de Santo Afonso de Ligório, onde ele afirma que o sacerdote está em dignidade acima de todos os homens, ficando abaixo de Deus apenas. E portanto, deve se vestir diferente dos leigos, e não como qualquer um, como ensinam e fazem os modernistas.
 

 

 
< Anterior   Próximo >
Copyright © 2010 Catolicismo Romano | Powered by UNOPress