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Bons e maus sacerdotes PDF Imprimir E-mail


A pergunta que desmascara toda a infidelidade de um sacerdote, aquela que mostra qual caminho ele está trilhando é a seguinte: contra o que ele luta? Ela parece de fácil resposta porque, em geral, os padres estão sempre lutando por algo (melhor catequese, em favor dos pobres, contra a injustiça, para mais confissão, menos pecado, melhoria na paróquia etc). Lutas positivas que são muito necessárias. Mas não só isso:

  1. um padre pode lutar contra coisas corretas: contra o pecado dentro dele mesmo, para que o seu rebanho combata o pecado real e concreto e que almeje a vida eterna, contra a heresia, a apostasia, os abusos litúrgicos, a falta de sacralidade, de modéstia, contra o sexo desregrado, a fornicação e tudo o mais que prejudica a Igreja e a salvação dos fiéis. Este padre luta o bom combate.
  2. um padre também pode ser omisso, não lutar contra nada, bancando o bom moço. É o chamado padre politicamente correto. Trata-se de uma máscara negativa, pois demonstra que ele está mais interessado em agradar aos homens que a Deus. É motivado pelo respeito humano ou pela vaidade. Um padre não existe para fazer show, mas somente para agradar a Deus. Este tipo de padre é uma tragédia, posto que um covarde.
  3. o terceiro tipo é o mais perigoso: o mau sacerdote. Ele luta contra as coisas boas e santas em favor daquilo que é mau e profano. Ele se diz a favor dos pobres, mas luta contra a adoração ao Santíssimo Sacramento e contra os fiéis que rezam o Terço; permite todo tipo de abuso litúrgico, mas combate quem deseja comungar de joelhos e na boca; é o primeiro a atacar as mulheres piedosas que usam véu, ao mesmo tempo que nada faz em relação às mulheres que chegam às celebrações vulgarmente vestidas. Ora, esse tipo de padre não trabalha para Deus. Está dentro da Igreja trabalhando contra ela e contra Deus.

Portanto, é preciso ter cuidado com as palavras bonitas. É necessário atentar para o que se combate, pois é isso que mostra a verdadeira agenda que está sendo cumprida. São as ações que determinam o lado que se está na guerra.

Contemplar as atitudes dos apóstolos é uma outra forma de discernimento, pois, de todos os escolhidos, um traiu Jesus (fez o serviço do inimigo, de forma explícita), outro O negou, outros fugiram e tão-somente um ficou aos pés da Cruz. Esses mesmos caminhos podem ser escolhidos e trilhados pelos maus padres, seja arrependendo-se como Pedro, persistindo no erro como Judas, abandonando Jesus como muitos ou permanecendo fiel como João. São escolhas possíveis.

A Igreja sempre admitiu que seus papas, seus bispos, seus padres são homens pecadores, com as almas em perigo. Portanto, é dever de cada fiel rezar pelo clero. Da mesma forma, que cada sacerdote, cada bispo que pertença e queira continuar pertencendo à Igreja, lutando o bom combate, faça também o seu próprio exame de consciência.

 
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