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A REDE CONSPIRATÓRIA LIDERADA POR DOM HELDER CÂMARA DURANTE O CONCÍLIO VATICANO II PDF Imprimir E-mail

 

O historiador Roberto de Mattei , autor de “Concílio Vaticano II , uma história nunca escrita” traz informações importantes sobre um rede conspiratória que trabalhou pela eleição do Cardeal Montini ao Papado.

Essa rede tinha como meta tornar Montini Papa da Igreja para controlá-la por dentro pondo-a a serviço da revolução e da modernidade.

Isso ficou claro na medida em que desde o começo do CV II a ala modernista dos bispos francos - alemães(nessa ala inclua-se a ala belga – holandesa) buscaram frustrar os planos da cúria romana de controle dos temas e dos conteúdos que seriam discutidos no Concílio.

Para frustrar tais planos o Cardeal Lienart , bispo de Lille , deu um golpe na primeira sessão exigindo do Cardeal Tisserant que paralisasse o processo de votação que iria decidir os membros das comissões.Lienart alegava que “é impossível votar desta maneira sem conhecer os candidatos mais qualificados” ao que Tisserant disse: “Eminência a ordem do dia não prevê debates.Estamos reunidos apenas para votar”.Insatisfeito com a resposta o bispo de Lille tomou o microfone e tentou convencer a assembleia a não votar.Os cardeais Konig ,Frings e Dopfner apoiaram Lienart e conseguiram levar a assembléia a se dispersar.

O que poderia parecer um fato espontâneo ou uma inspiração do Espírito Santo a Lienart se tratou antes de uma conspiração secretamente montada no dia 13 de outubro de 1962 um dia antes do concílio começar no seminário Santa Clara , onde os cardeais Garrone e Ancel tinham preparado um texto a ser lido por Lienart para barrar os planos da cúria.

Ao sair da aula conciliar um bispo holandês disse “foi nossa primeira vitória”. O concílio começou com um ato conspiratório.

Em conseqüência disso, uma nova forma organizativa foi criada: as conferencias episcopais é que passariam a ter a responsabilidade pela condução do concílio.Isso era um golpe: não seria mais Roma e o Papa que o conduziriam mas as Igrejas nacionais.

Isso permitiu a articulação dos bispos da ala progressista européia com a CNBB e o CELAM ambas lideradas por Dom Helder Câmara , arcebispo comunista.

O novo modelo de reunião conciliar não lembrava em nada ao Concílio Vaticano I mas sim ao Concílio de Constança do século 15 que promulgou no seu início a doutrina conciliarista não reconhecida pelos Papas justamente por seu caráter democrático com sua tese de que é o Concílio e não o Papa a autoridade suprema da Igreja.

Quem passou a controlar os trabalhos foram os teólogos nomeados como especialistas dos bispos.Eles não se limitavam a aconselhar mas redigiam os textos dos bispos.Entre esses peritos nomeados estavam os teólogos defensores da nova teologia que defendia centenas de teses antitradicionais: Rahner , Schilebeeckx, Lubac , Danielou , Congar , Haring, etc.


O maior inimigo desses peritos era o Santo Ofício e a Cúria Romana, fontes das condenações que pesavam sobre eles.Estes fizeram uma aliança com os bispos para demolir o papel e o poder sobretudo do Santo Ofício.Por isso afirmou Gerald Fogarty em “L’ avvio del assemblea” : "a colaboração entre bispos e peritos permitiu arrebatar o Concílio ao controle de Ottaviani( Cardeal líder do Santo Ofício)."

Uma afirmação de Dom Marcel Lefebvre na época deixa claro o drama da situação :"os nomes dos padres De Lubac e Congar são nomes que evocam , e com bons motivos , oposição ao pensamento da Igreja e a Humani Generis de PIO XII.Como é possível que estes teólogos de espírito modernista tenham sido nomeados ?”(Tromp , Diarium , p. 815).

Para efetivar a vitória modernista na Igreja Dom Helder criou vários grupos secretos para agir nos bastidores do CV II e junto deles uma rede conspiratória para tomar o controle da Igreja através da eleição do Cardeal Montini :

"Câmara estabeleceu desde a primeira semana de trabalho uma intensa cooperação com o cardeal Suenens que , na sua correspondência , designa pelo nome cifrado de "padre Miguel".O bispo brasileiro narra que ...foi ter ...com Suenens para lhe pedir que liderasse a frente progressista , que estava a organizar discretamente um grupo , posteriormente chamado de "Ecuménico"...Suenens ter-lhe á perguntado: "toda a gente sabe que o senhor é amigo de Montini ; por que pensa em mim e não nele , para este diálogo e para a liderança do Concílio ? Ao que Dom Helder respondeu sem hesitar: " Temos reservado Montini para suceder João XXIII".”

 
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