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BERGOGLIO E O SÍNODO: MANIPULADO PELA IMPRENSA OU FRÁGIL TEOLOGICAMENTE? - POR MÔNICA ROMANO PDF Imprimir E-mail
Papa FranciscoTecerei alguns comentários sobre o Papa Francisco, e também sobre o "Sínodo dos Bispos" sobre a família que será realizado entre os dias 04 e 25 de outubro, na Itália.


A força que a imprensa tem hoje sobre a massa populacional mundial é muito grande, e é ela que fomenta a divisão dentro da Igreja no momento. Desde a eleição do Papa Emérito Bento XVI em 2005, a imprensa tem tido papel fundamental nos possíveis "rumos" doutrinários da Igreja, impondo e deturpando conceitos seculares modernos às doutrinas milenares da Igreja.

O Papa Emérito foi sua principal vitima, sendo apresentado ao mundo como retrógrado, conservador, fechado, pintado por muitos como a face do mal. Mas digo, Bento XVI fez mais pela Igreja em oito anos que muitos não fizeram por ela. Ele nos mostrou a beleza e a dignidade de honrar Nosso Senhor Jesus Cristo com todas as honras possíveis, mostrou ao mundo que a Igreja pode sim se encaixar no mundo moderno, mesmo mantendo firmes seus conceitos e doutrinas intactas; isto em nada interfere na maneira de vivermos. Não é a toa que os jovens o admiram e o respeitam tanto. Uma geração inteira voltou seus olhos para o que a Igreja tem de mais belo, suas cerimônias com glória direcionada para quem merece, Jesus Cristo.

Não digo que a imprensa foi a causa de sua renúncia, o Papa está lúcido, e como vemos teria saúde o suficiente para levar a Igreja adiante, jamais saberemos o que de fato precipitou em sua decisão, mas a pressão imposta pela imprensa nos casos de pedofilia, não tenho dúvida foram importantes nesta decisão.

Mas a imprensa também manipula e elegeu Bergoglio como o "queridinho" do mundo, e para isso usa de manobras para mais uma vez distorcer suas falas e ensinamentos, mesmo quando de fato, suas argumentações são dúbias e equivocadas. A impressa mostra o Papa Francisco como oposto do Papa Bento XVI, criando uma vez mais divisão dentro da Igreja. Quantas vezes nós não fomos surpreendidos pelas manchetes tendenciosas da Imprensa sobre um pronunciamento do Papa para determinada questão que vai de encontro aos ensinamentos do Magistério? Não foi uma, nem duas, nem três... foram dezenas. O Papa Francisco tem uma missão muito difícil a frente da Igreja, uma Igreja que segue sem unidade, confusa e perdida dentro de suas questões. O problema não surgiu agora, ele vem de muito tempo como sabemos. Mexer na base fundamental da doutrina foi o que levou ao abalo.

O Papa Francisco, embora a imprensa tente manipular não tocou uma vírgula sequer na doutrina (e nem poderia). Sabemos que doutrina é algo imutável.  Ela continua a mesma. O que ele, talvez deseja, é apenas aproximar as pessoas, acolher, mostrar que Deus é misericordioso e entende nossas quedas. Ainda é preciso dar tempo ao tempo e dar crédito ao Papa Francisco. Por outro lado, muitos católicos tradicionais rejeitam totalmente atitudes do atual Sumo Pontífice argumentando seu frágil conhecimento doutrinário e questionando suas falas, que todo cristão já deveria saber desde o catecismo: caridade, amor ao próximo, etc etc.

Muitos dos tradicionais refutam as atitudes de Francisco, e rezam pela sua conversão. Para a ala tradicional do Catolicismo, Ratzinger era um ótimo teólogo e Bergoglio totalmente despreparado, com falas insossas e medíocres.

Mas o que esperar do Sínodo que começa em alguns meses, sobretudo com a mediação deste Papa que tem gerado muitas polêmicas, adorados pelos progressistas e rejeitados pelos tradicionais? Antes que muitos interpretem de forma errônea do que tratará o Sínodo, exponho aqui  o que será discutido através do documento  Instrumentum Laboris; o ponto central do documento é o acolhimento das famílias cristãs, suas dificuldades e anseios diante de uma vida que impõe muitos desafios. Não se trata pura e simplesmente de dizer se os casais em segunda união poderão ou não receber o Sacramento da Eucaristia, se os casais de mesmo sexo serão aceitos como são, neste ponto o Magistério já deu seu parecer, e ainda que aprovem algo sobre o tema a Igreja já opinou que não é possível que tal fato venha a ocorrer.

O documento acima de tudo valoriza o Sacramento do Matrimônio, e valoriza ainda mais os cônjuges que são fiéis ao sacramento. O Sínodo irá tratar em como a Igreja irá acolher e colocar estas famílias em contato com o Corpo de Cristo que é a Igreja. A misericórdia que temos que ter com essas famílias, e com outras pessoas que vivem situações à margem da doutrina, mas que se esforçam, que se sacrificam pelo simples prazer de estar na presença de Cristo Salvador. O Sínodo propõe mais, propõe um acolhimento a casais que estão vivenciando situações de risco em seus matrimônios e correm o risco de  separação, este é o passo mais importante, é dar a chance a casais que estejam a ponto de romperem o vínculo que possam  superar as dificuldades e tempestades que estamos todos sujeitos, isso é misericórdia, isso é resgate. Principalmente porque estes casais possuem filhos e esses são os que mais sofrem com o rompimento.

O documento ressalta a indissolubilidade matrimonial como cerne do matrimônio valorizando aqueles que superam as dificuldades cotidianas que todos os casados têm que enfrentar.

A reconciliação após o rompimento também é outra proposta a ser apresentada no Sínodo, um acompanhamento do casal para que reatem o matrimônio e evitem tomar novos parceiros.

Um rápido processo em casos de nulidade matrimonial também será proposto no Sínodo, afinal não são poucos os matrimônios que se encaixam em nulidade fazendo sofrer sem necessidade muitos casais.

O enriquecimento de pastorais que visam esclarecer os namorados, noivos sobre a importância de um matrimônio saudável e frutífero tanto para Igreja quanto para a sociedade. Para que estes tomem a decisão correta e segura sobre o sacramento que irão contrair e suas responsabilidades não só diante da sociedade, mais principalmente no pacto com Deus.

A inserção de casais que já vivenciam uma união civil e pré-matrimonial para que assumam o matrimônio de forma abrangente e confiante, e possam assim usufruir dos bens e graças que Deus distribui a todos que lhe são fiéis.

Ou seja, a Igreja através do Sínodo quer expressar sua visão da família como Deus a quer, a Igreja reafirma que o matrimônio é um sacramento por excelência e como tal deve ser respeitado por todos, inclusive pela sociedade. A Igreja quer que todos seus filhos batizados usufruam de todos os bens e graças que ela como mãe e mestra está disposta a distribuir mas, por outro lado ela quer que todos estejam abertos a receber seus ensinamentos.

A Igreja reconhece como família aquela que Deus quis: homem e mulher que se unem em uma só carne. A Igreja acolhe a todos que queiram dela se alimentar sem nenhuma distinção pois, todos somos filhos de Deus, mas a Igreja não é uma democracia, ela tem suas regras e doutrinas e quem quer fazer parte de seu corpo tem que aderir a elas, e não o contrário. A igreja não tem que se moldar ao mundo e a sociedade pois a Igreja não está no mundo para trazer prazer e bem estar ao homem. A Igreja existe para salvar almas , para ser instrumento de salvação do homem.

Aos casais que vivenciam uma segunda união deixo uma palavra; eu que vivencio um matrimonio feliz , confesso que não foi fácil, que já tive minhas dúvidas e incertezas, que muitas vezes não o valorizei como deveria, e se hoje eu o vivo com intensidade, confesso que só o consigo pela graça e misericórdia do Senhor. Que só passei a vivenciá-lo depois que deixei de fato Jesus entrar  e participar dele, matrimônio não é feito de duas pessoas, mas três que vivem trinitariamente em uma só. Sei que muitos são os que sofrem por não se aproximarem de Jesus Eucarístico, mas lembrem-se que podem se alimentar de Jesus Palavra, o Logos, o Verbo que tem igual importância. Ouvir a Palavra e a colocar em prática também nos santifica. Não se afastem da Igreja e nem tenham magoas para com ela. Ela é ainda o lugar de refúgio dos que sofrem e querem conforto, a porta nunca esteve fechada e nunca será.

Vamos colocar nossas humildes orações em intensão ao Santo Padre, aos bispos e ao Sínodo que começará em breve. Que a Igreja possa dar uma resposta confortadora àqueles que esperam.

 

Mônica Romano é catequista em Belo Horizonte, e colaboradora do Portal Catolicismo Romano.

 

 
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