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SANTO EUSEBIO DI VERCELLI - 16 DE DEZEMBRO |
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Eusébio de Vercelli (Sardenha, c. 283 - Vercelli, 1 de agosto de 371) foi o primeiro bispo da antiga diocese de Vercelli e foi um dos principais expoentes da luta contra a difusão da heresia ariana, é venerado como santo pela Igreja Católica.
Segundo a tradição mudou-se com a mãe e a irmã menor para Roma após o martírio de seu pai. Na "Urbe" foi primeiro "leitor" e depois ordenado presbítero pelo Papa Marco e consagrado bispo pelo Papa Júlio I em 15 de dezembro de 345.
Dedicou-se com grande empenho à evangelização das zonas rurais e em grande parte pagãs. Fundou uma sociedade sacerdotal inspirada no modelo monástico da qual sairam importantes bispos e santos.
Eusébio defendeu a tese da "plena divindade de Jesus Cristo" frente à política ariana do imperador Constâncio, para quem a fé ariana era políticamente mais interessante. Esta atitude custou-lhe o desterro e exílio primeiro para a Palestina e depois para a Capadócia e Tebaida.
Apesar de tudo manteve sempre correspondência epistolar com a comunidade dos seus fiéis e nas suas cartas lhes pede que "saúdem também aqueles que estão fora da Igreja e que se dignam de nutrir por nós sentimentos de amor". A sua relação com a sua diocese não se limitava aos cristãos mas se estendia a todos os que de alguma forma reconheciam a sua autoridade espiritual ou o respeitavam como homem exemplar.
Por ocasião da sucessão de Constâncio por Juliano, o Apóstata foi-lhe permitido retornar à sua diocese. Educou o clero de sua diocese com observância de regras monásticas, embora vivessem no meio da cidade, porque "o bispo e o clero deve compartilhar os problemas dos cidadãos de forma crível, cultivando ao mesmo tempo uma cidadania diversa: a do céu".
Bento XVI sobre ele disse: O pastor e os fiéis da Igreja estão no mundo mas não são do mundo. Por isso, os pastores devem exortar a seus fiéis a não considerar as cidades do mundo como sua morada estável, mas a buscar a definitiva (...) Jerusalém celestial (...) Esta decisão permite aos pastores e aos fiéis a salvaguardar a escala justa de valores, sem dobrar-se nunca às modas do momento e às injustas pretensões do poder político. (...) Por isto, eusébio recomendava sempre aos seus fiéis "guardar com especial esmero a fé, manter a concórdia e a ser assíduos na oração". (Alocução de 17 out. 2007, praça de S. Pedro - VISnews 071017)
A Igreja Católica celebrava a sua memória litúrgica em 16 de dezembro, mas o Papa Paulo VI em 1969, com a reforma do calendário litúrgico, transferiu a sua comemoração para o dia 2 de agosto como memória facultativa.
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