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Benzimento é pecado? Posso procurar benzedores ou benzedeiras? PDF Imprimir E-mail

A Bíblia condena cartomantes, feiticeiros, benzedeiros, adivinhos, ocultistas e mais uma lista de arte que o povo cria. A condenação é sobre a prática dessas coisas.

Por mais que se fale, há uma série de mal-estares e doenças que desaparecem com uma “boa bênção”, porém, pode estar atrelada também a auto-sugestão.

 

Atividade de benzedeiras são muito informais na Igreja Católica. E a parapsicologia nega por completo. Ampla auto-sugestão, conforme mencionado acima. Casos de benzedeiras nem seria caso para a própria parapsicologia, de um ato tão simplório.

Existem meios de se perder energia vital, sim. Porém, de outras maneiras. Isto não é possível fazer de forma deliberada e conscientemente, tampouco dentro de rituais místicos. No caso de uma bênção de uma "benzedeira" para uma criança, por exemplo, tem que se provar que a criança melhorou com base na bênção. Neste caso nunca se provou nada! Ao mesmo tempo há de se comprovar por qual razão a criança estava "amuada" ou com algum tipo de problema anteriormente. Enquanto não se fizer isso, não dá para sair do campo de mera crendice popular.

 

Como esses comportamentos não tem raíz católica e não envolvem nenhum fenômeno em específico, mas somente constatações simplórias e subjetivas, a parapsicologia nem se faz necessária.

 

Sabe-se perfeitamente que quando nos concentramos em uma oração ocorre a sonolência, o bocejo e até os olhos ficam lacrimejados (não pelo choro), mas sim por uma reação natural de nosso cérebro.

 

Qualquer pessoa pode fazer uma oração para a outra; um ato de fé muito salutar, porém, sempre "em nome de Jesus Cristo". Um leigo jamais pode benzer alguém diretamente ou de forma leviana. A Igreja orienta que as bênçãos sejam feitas obrigatoriamente por sacerdotes devidamente ordenados.

 

Por outro lado a pergunta persiste: “Não é pecado ir benzer?”

Cada cristão pode perfeitamente abençoar e santificar o mundo, as coisas e as pessoas pela vida que leva, pela vivência de sua fé. O pai, a mãe, padrinhos, madrinhas, tios, todos abençoam. Vejam na Bíblia a bênção que o velho pai deu a Tobias em sua viagem. A bênção é a palavra boa que colocamos sobre as pessoas, invocando o nome do Senhor, dos santos ou de Nossa Senhora, para agradecer, pedir algo ou manifestar um bom desejo.

Por si todos podem benzer, a bênção terá a força de sua fé, de sua comunhão com a comunidade. E para benzer há diversos gestos que expressam a fé e o ato de invocar o Senhor. O que então está errado?

Está errado procurar pessoas que não possuem uma vida digna que os recomende, pessoas que não participam de comunidade, pessoas que fazem disso um meio de vida, pessoas que não têm comunhão com Deus, indidíduos com uma fé anêmica e volúvel, pertencentes a grupos heréticos da Igreja.

Está errada a mistura que se faz com ideias espíritas (seita condenada pela Sagrada Escritura), com ritos estranhos e outras tantas coisas para impressionar. Está errado o receituário que essas pessoas dão para executar depois que se chega a casa. Estão erradas as ideias que espalham, os gestos que fazem e outras coisas que são pura charlatanice. Está errado o abuso de coisas santas. Tudo o que não traz equilíbrio, tudo o que parece esquisito não é de Deus. O que vem de Deus é transparente, é simples.

São Paulo orienta-nos quando diz: “Tudo o que fizerdes, fazei-o em nome de Jesus”. É assim que rezamos sobre os doentes, abençoamos as pessoas, abençoamos as plantações, abençoamos o mundo em que vivemos e assim somos agradecidos a Deus que nos envia a grande bênção que é Jesus.

 

Conclusão:

Mediante as considerações mencionadas neste artigo, a Igreja Católica não recomenda a procura de benzedeiros ou benzedeiras. Em casos de mal estar (seja espiritual ou físico), tendências depressivas, angústias ou sintomas de ansiedade, preocupação, apreensão, desespero, entre outros, procure sempre um sacerdote, para que o mesmo possa fazer uma bênção devidamente pertinente, de acordo com os preceitos da fé católica.

 
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