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QUEBRA DA UNIDADE - ARTIGO ESCRITO PELA CATEQUISTA MÔNICA ROMANO PDF Imprimir E-mail
Iniciamos mais uma caminhada litúrgica, iniciamos mais um  Advento. Porém,  não quero falar de inicio e sim de término! E uma palavra tem destaque: REVOLUÇÃO.

É muita coincidência que no último dia 25 de Novembro tenha terminado, ao menos simbolicamente a Revolução Castrista, Fidel morrer e com ele foram sepultados de uma vez por todas os ideais de sua suposta “revolução” de “libertador”.  Passou a ditador, e transformou a maior ilha do Caribe em uma grande prisão, onde não havia as grades, mas havia a perseguição, ou já nos esquecemos dos fatos jornalísticos relatados em ocasiões de Olimpíadas e Pan Americanos de Atletas pedindo asilo politico. Na ocasião,  era a chance deles escaparem da prisão. Ou mais comumente na década de 80 quando botes, embarcações menores improvisadas eram retidas, às vezes naufragavam  na travessia da ilha até a cidade de Miami. E mais uma vez a mídia , se não pelo tão em voga politicamente correto ou pela falta de caráter,  hora nenhuma se dirigiu a Fidel pelo que ele era; um ditador, um déspota , chegou a repórter do tele-jornal da Rede Globo, Jornal Nacional, a insinuar sua suposta amizade com Papas e dizer que em que se pese tudo o que ele tenha feito de muito perverso não foi excomungado. Ou é de uma ignorância muito grande ou mais uma vez, a mídia tenta desestabilizar uma Instituição que já apresenta trincas grandes. Como ele poderia ser excomungado, se é comunista, ateu, não acredita em Deus?

E mais uma vez a imprensa cospe seu veneno. Mas não é a única culpada.

Se a “revolução” de Fidel acabou e  virou cinzas, uma muito mais perigosa começa a se revelar, e para nossa grande tristeza é bem no quintal de casa.

Começou de forma dissimulada com um Sínodo da Família.  A imprensa não deu muita bola, pois afinal de contas nada de muito relevante foi mudado, mas o que não percebemos é que uma semente tinha sido plantada e suas raízes começaram a dar as primeiras folhagens através da Exortação Apostólica “ Amoris Laetitia”, expondo de forma muito clara a ambiguidade com que vem sendo tratada a ortodoxia da Igreja.  Muito parecido com a interpretação do Concílio Vaticano II, lê se uma coisa, mas faz se o contrário, pois os documentos inflados de sofismas o permitem.

A situação se tornou muito grave quando da visita do Papa Francisco a Lund no fim do mês de outubro para “comemorar” os 500 anos da Reforma, como se fosse possível comemorar uma separação tão dolorosa,  a mais profunda ferida imposta a fé católica.

A imprensa fez seu “ótimo” trabalho divulgando a notícia como bem quis, e claro dando a imagem ao mundo de um Papa misericordioso que aceita as diferenças, que até festeja com elas, que faz se mea culpa em nome dos católicos, e neste caso são todos, pois ele representa a todos, mas ele não quer nem saber se todos estão de acordo.

Estamos vendo nascer uma nova revolução, um novo e sutil déspota, um que não aceita conselhos, um que não aceita correção, e pela rapidez com que suas ideias estão sendo colocadas em prática me faz pensar que um plano está sendo colocado em prática a toque de caixa.

Se antes estávamos muito cansados dos últimos anos do Pontificado do Santo Papa João Paulo II, e parecia que a Igreja estava imersa em uma crise sem precedentes, é porque não sabíamos o que estava por vir.

Na verdade, o que parece agora é que após o Concílio Vaticano II , algum plano tinha que ser colocado em prática gradualmente, e eles até conseguiram um grande avanço quando destruíram os altares, os tabernáculos, modificaram a Missa de forma sutil até que ela virasse uma grande confraternização protestante, retiraram as imagens de culto de muitas Igrejas, exaltaram os pobres literais e empobreceram também a fé, retiram as vestes sacerdotais, aceitaram nos seminários e conventos boa parte daqueles que iam substituir os bons padres, fizeram sumir das igrejas os confessionários e assim com eles  a confissão e a noção do pecado, conseguiram até banir do imaginário dos fiéis o demônio e o inferno.

Quando surgiu um obstáculo o removeram, o mundo ainda não sabe como foi se embora deste mundo o Papa João Paulo I, e ainda que se pese as “teorias da conspiração”, sua morte é cercada sim de fatos muitíssimos estranhos.

Obstáculo removido? Não, veio outro e este estava muito bem amparado, pois seu pontificado foi dedicado Àquela cujo o demônio ao ouvir o nome treme, houveram tentativas, mas ele conseguiu represar boa parte das mudanças, sempre inflexível quanto a ortodoxia, fez correções importantes no curso das falsas mudanças doutrinais, trouxe de volta a importância de lembrarmos que a Missa é antes de tudo Sacrifício, e não banquete, ensinou a forma correta de liturgia ao menos a possível depois das mudanças, a que causasse menos estragos a fé.

A  forma correta de receber os sacramentos. Foi o Papa que mais visitou as comunidades mundo a fora, e é conhecido como o Peregrino do Amor, não se acovardou diante dos atentados que sofreu ao longo de seu pontificado, não abriu mão de defender a fé diante de uma bancada progressista ávida por mudanças, em seu pontificado, mudanças como a ordenação de mulheres, celibato foram completamente enterradas. E como ele deve ter frustrado os planos de demolição da Igreja... Deus o manteve firme enquanto pode e colocou ao seu lado um escudeiro para ajudar nas horas mais negras. Ao fim de seu pontificado, surgiria mais uma chance de colocar o plano em ação, o que foi novamente frustrado pela ação divina, Deus sempre olha por seus filhos e sempre concede um tempo maior para conversão e a salvação de almas.

Bento XVI iniciou seu pontificado com muita dificuldade e pouco apoio do colégio cardinalício,  e a ação da imprensa se fez muito importante. A face que foi exibida para o mundo é de “cara feia”, retrogrado, conservador demais, todos seus comunicados e ensinamentos foram distorcidos pela imprensa mundial, sofreu ataques de dentro do próprio Vaticano, mas não se intimidou, mesmo contra todas as adversidades ele conseguiu mudar o essencial, trouxe de volta a Missa de Sempre, a riqueza e esplendor da fé Católica e todos seus gestos que foram expostos para mundo como soberba e falta de caridade para com os pobres, será?

Reafirmou o importante papel da Igreja , sob o qual fora dela não se encontra a salvação, e embora tenha dados passos em direção aos irmãos separados foi no intuito de traze los de volta para casa e não o contrário. Não fugiu das polêmicas envolvendo o uso do preservativo na África e sua posição a respeito de Maomé. Uma legião de jovens acordou para o novo, para o belo, as Igrejas que rezam a Missa Tridentina ganharam novo sopro de ar, os seminários antes abandonados  receberam seu maior numero de candidatos.

Mas o inimigo não descansa, e Bento foi vencido, uma batalha perdida. Para os inimigos o “plano” não pode parar, e o que me parece hoje é que o que mais querem é recuperar o tempo que foi perdido, mais de 50 anos, posso estar muito enganada mas as mudanças não pararão por aí.

Se antes nossas questões em defesa da fé eram travadas aos irmãos separados e outras seitas, agora se instituiu uma briga interna entre cardeais, bispos, sacerdotes e fieis, se antes a unidade já estava deteriorada agora ela parece ter esfarelado, e muitos já optam por um lado ou outro. Podem reparar, aqueles que antes eram contra o pontificado do Papa Emérito Bento XVI e não tinham o menor pudor de chama lo dos mais diversos nomes e não eram muito agradáveis, agora são os mesmos que defendem o Papa Francisco, e aponta o dedo para aqueles que hoje questionam seu pontificado, muito elementar...

Sempre fez parte de nossa Missão a correção fraterna, aquela que edifica e nos traz de volta ao caminho certo, imagine se o apóstolo Paulo não tivesse discutido a situação dos pagãos com o líder Pedro, imagine se Pedro , cabeça dura como sabemos que era não tivesse tido a humildade de aceitar a sugestão de Paulo? Talvez o cristianismo tivesse sido sufocado ali mesmo. Por isso pensem aqueles que estão acusando seus irmãos de deserção, pensem se o que eles não estão fazendo é tentar trazer a fé e a doutrina ao seu caminho de origem. Pensem se não estão eles agindo como Paulo, o Papa, o líder Pedro podem representar Deus, mas não são Deus, e são passíveis sim de correção e principalmente de oração. Pensem o porquê de Deus ter freado por tanto tempo as mudanças  impostas pelo Concílio Vaticano II através do pontificado do Santo Papa João Paulo II, Deus estava errado? Deus esteve errado por 1950 anos, o Espírito Santo, Paráclito estava errado e foi preciso vir o Concílio mudar tudo e agora estamos seguindo no caminho certo?   É neste mundo cheio de maldades, assassinatos, perversão, onde todos podem fazer o que querem que vamos encontrar a salvação? Este é o mundo que devemos abraçar para sermos misericordiosos ? Este mundo assim sem nenhuma mudança, sem penitência e oração? Estamos em um período de riqueza para a Igreja de todo mundo, não desperdicemos nosso tempo apontando o dedo para nossos irmãos de fé, não coloquemos a cabeça em um buraco na areia e finjamos que está tudo bem. Somos chamados a ser santos, somos chamados a ser profetas e  apontar falhas também.  Acaso um irmão vendo que o outro está seguindo no caminho errado não irá tentar desvia lo de seu curso fatal?  Rezemos pela Igreja de Cristo e fiquemos cientes de que a misericórdia pertence a Deus e é Ele quem a distribui como entender melhor.

Deixemos que os homens do mundo cuidem do mundo e os homens de Deus cuidem do que é de Deus.  Jesus já deu a dica: “ meu reino não é deste mundo”.
 
Mônica Romano é catequista em Belo Horizonte, Minas Gerais, e colaboradora do Portal Catolicismo Romano.
 
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