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Cardeal Burke: Papa Francisco não me concedeu audiência PDF Imprimir E-mail
O Cardeal Raymond Burke revelou em uma nova entrevista que ele solicitou uma audiência com o Papa Francisco, mas até agora não obteve resposta.

Cardeal Burke também reiterou que o Papa Francisco efetivamente o removeu de qualquer ato de governo na Soberana Ordem Militar de Malta, permanecendo, no entanto, como seu patrono.

O cardeal americano conhecido por sua ortodoxia abordou vários outros temas durante a longa entrevista com Gabriel Ariza, da InfoVaticana. Ele disse que os comentários feitos por parte do novo Superior dos Jesuítas lançam dúvidas sobre a validade das palavras de Cristo sobre o casamento e devem ser corrigidos. Cardeal Burke prosseguiu dizendo que o recente convite e pública recepção a um chefe de estado e seu parceiro homossexual também jamais deveria ter ocorrido.

Exceto por ter cumprimentado o Papa Francisco em uma reunião do Colégio dos Cardeais e da Cúria Romana por ocasião do Natal, o Cardeal Burke disse que desde novembro não voltou a falar com o papa. Ariza, então, esclareceu que cardeal pediu ao Papa uma audiência.

“Mas eu não falei com ele, e ele não me concedeu uma audiência”, disse o Cardeal Burke. “Então, eu não sei o que ele está pensando.”

Alguns consideram as ações do papa contra o Cardeal Burke, relacionadas à controvérsia com os Cavaleiros de Malta, como uma retaliação pelos dubia submetidos a Francisco por causa de seu documento Amoris Laetitia.

Cardeal Burke reafirmou para Ariza que era necessário tornar público os dubia devido à confusão desenfreada na Igreja, sobre pontos essenciais pertinentes às questões morais do mal intrínseco, da reta disposição para receber a Sagrada Comunhão e a indissolubilidade do matrimônio.

Cardeal Burke mencionou que existem outros cardeais que apoiam os dubia, além dos quatro cardeais que os assinaram.

Não está claro se haverá uma correção formal e pública ao Papa Francisco, disse ele. Normalmente, antes de tomar esse passo, os cardeais que lançaram os dubia aproximam-se do papa para lhe dizer pessoalmente que o assunto é tão grave que eles, como líderes da Igreja, devem corrigi-lo.

“E eu confio que o Santo Padre responderá naquele momento,” prosseguiu o Cardeal Burke.

O assunto deve ser abordado com “grande respeito e delicadeza”, disse ele a Ariza. “E eu não quero sugerir uma data que de qualquer forma afetaria negativamente o modo de se lidar com o assunto ou que demonstrasse desrespeito pelas partes envolvidas.”

Problemas com os Cavaleiros de Malta


Ao ser indagado por Ariza sobre a natureza de seu papel junto aos Cavaleiros de Malta, após o Papa Francisco ter nomeado o arcebispo Giovanni Angelo Becciu como delegado especial do Vaticano para a Ordem em fevereiro, o Cardeal Burke respondeu:

“Eu não tenho nenhum papel no momento. Eu tenho um título, mas não tenho nenhuma função”.

O jornalista primeiramente havia perguntado ao cardeal se a crise na Ordem de Malta havia acabado. Cardeal Burke disse que era uma pergunta difícil de responder.

“No momento, estou completamente removido de qualquer envolvimento com a Ordem de Malta”, disse. “Se por um lado eu mantenho o título de Cardeal Patrono, por outro lado o papa deixou claro que a única pessoa que pode tratar das questões da Ordem de Malta em nome do Santo Padre é o arcebispo Becciu. Então, eu não sei. “

A mais antiga ordem de cavalaria do mundo tornou-se o centro de turbulência durante os últimos meses envolvendo a  identidade e soberania da Ordem. A controvérsia girou em torno do envolvimento do grão-chanceler Albrecht von Boeselager numa distribuição de preservativos através de uma Obra de caridade da Ordem e subsequente violação de sua promessa de obediência, ao recusar-se a renunciar quando foi solicitado.

Também foram levantadas questões sobre o envolvimento de alguns cavaleiros com a Maçonaria, e um potencial conflito de interesses envolvendo membros de uma comissão do Vaticano nomeada para investigar a Ordem, além de uma grande doação feita aos Cavaleiros de Malta.

Cardeal Burke confirmou na entrevista que o Papa Francisco já havia pedido a ele para expulsar qualquer maçom de dentro dos Cavaleiros de Malta.

No entanto, em um movimento sem precedentes e controverso, o Papa Francisco assumiu a Ordem Soberana, pediu a renúncia do Grão-Mestre e reinstalou Von Boeselager, além de designar um delegado especial, eliminando efetivamente o papel do Cardeal Burke como Patrono.

Alguma coisa não está certa.


Cardeal Burke disse a Ariza que, no tocante à desordem dentro dos Cavaleiros de Malta, alguns pontos específicos precisam ser esclarecidos.

“Porque qualquer pessoa com bom senso percebe que há algo muito estranho acontecendo”, disse ele. “Em relação a esta grande doação, uma parte da qual foi deixada à Ordem de Malta, não há conhecimento claro sobre quem é o doador, qual é a natureza exata da doação nem como está sendo administrada, e isso não está certo. Essas coisas têm que ficar claras”.

Cardeal Burke prosseguiu dizendo achar muito estranho que as três pessoas diretamente envolvidas na doação feita à Ordem estivessem no chamado “grupo” que estava investigando a demissão do grão-chanceler e fazendo recomendações para que ele fosse reintegrado.

E “me parece estranho”, o Cardeal Burke sugeriu, “que pouco depois o irmão de Von Boeselager foi nomeado para a Comissão de Controle do Banco do Vaticano”.

“O senhor ficou com as mãos atadas,”  disse Ariza ao Cardeal Burke, o qual o respondeu: “Sim. Eu respeito a ordem do Santo Padre e não tenho nada para fazer na Ordem agora”.

O cardeal mencionou à InfoVaticana que ele não sabia dizer se sua remoção como Cardeal Patrono foi parte de uma crise armada dentro dos Cavaleiros de Malta. “Certamente, uma coisa é clara, e é que o restabelecimento do grão-chanceler era o objetivo principal”, disse ele.

Totalmente incorreto


Cardeal Burke abordou os recentes comentários feitos pelo novo Superior Geral dos Jesuítas, Padre Arturo Sosa Abascal, de que as palavras de Jesus contra o divórcio eram ‘relativas’ e sujeitas a ‘interpretação’.

“Isso é completamente errado”, Cardeal Burke afirmou. “Na verdade, acho incrível que ele possa fazer esse tipo de declarações. Elas também precisam ser corrigidas “.

O chefe dos jesuítas argumentou que as palavras de Cristo “devem ser contextualizadas”, porque “ninguém tinha um gravador para gravar as Suas palavras.” O Cardeal Burke chamou isso de  “irracional”.

“E de pensar que as palavras nos Evangelhos, que são palavras que, depois de séculos de estudos, foram compreendidas como sendo as palavras diretas de Nosso Senhor, agora já não são mais as palavras de Nosso Senhor porque não foram gravadas,” disse ele. “Eu não consigo entender isso.”

“É um erro grave que precisa ser corrigido”, continuou o cardeal, e pela Congregação para a Doutrina da Fé, “órgão do Papa para salvaguardar a verdade da fé e da moral”, ela pode fazer a correção.

A impressão errada


Cardeal Burke também criticou as boas-vindas recentemente dadas pelo Vaticano ao primeiro-ministro do Luxemburgo, Xavier Bettel, com seu parceiro homossexual por ocasião do 60º aniversário da assinatura do Tratado de Roma.

Fotos foram publicadas na mídia mostrando o casal homossexual sendo recepcionado com boas-vindas. Bettel twittou depois: “Foi um grande prazer e honra para mim e Gauthier sermos recebidos pelo líder da Igreja Católica.”

“Eu acho que algo tem que ser feito para resolver a imagem pública que é promovida por tais atos”, disse o Cardeal Burke. “No passado, a Santa Sé, simplesmente, de uma forma muito discreta e respeitosa, recusava-se a permitir uma coisa dessas.”

Tais exibições enviam uma mensagem errada, disse ele.

“Nós temos que retornar ao que era porque ao permitir abertamente esse tipo de coisa, se passa uma impressão muito forte que agora a Santa Sé aprova tais situações”, disse o Cardeal Burke. “Então isso tem que ficar claro.”

Da mesma forma, o cardeal apontou para o fato do Vaticano ter permitido o mais radical promotor do controle populacional Paul Ehrlich de falar em uma conferência sobre extinção biológica. Ehrlich fez uma apresentação em fevereiro a convite do chanceler da Pontifícia Academia das Ciências Sociais, Dom Marcelo Sanchez Sorondo Ehrlich é um dos muitos indivíduos convidados oficialmente a se apresentar no Vaticano e que infringem o ensinamento da Igreja. O cardeal disse que esse convite para falar é “um excelente exemplo” da Santa Sé enviando a mensagem errada.

“Eu acho também que os termos para escolher aqueles que são oficialmente convidados para vir e falar em conferências na Santa Sé devem ser claros”, disse o Cardeal Burke. “Eu não entendo como as pessoas que se opõem abertamente à Igreja e seus ensinamentos podem ser convidados para este tipo de conferência.”

 

 

 
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