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Pouco antes de falecer, Cardeal Meisner disse ao Cardeal Müller que ficara triste com a sua demissão PDF Imprimir E-mail

Na sequência da morte súbita e lamentável do Cardeal Joachim Meisner, o Cardeal Gerhard Müller, ex-Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, acaba de revelar em uma nova entrevista, que conversou com o Cardeal Meisner na véspera de seu falecimento, conforme relata o Passauer Neue Presse:

Müller havia conversado por telefone com o ex-Arcebispo de Colônia [o Cardeal Meisner] na noite anterior [antes de seu falecimento na manhã seguinte]; e eles também conversaram sobre a não renovação de seu cargo anterior. Meisner mostrou-se “profundamente entristecido” com a essa demissão. “Esse fato o comoveu e magoou pessoalmente – e ele considerou a demissão como uma forma de dano à Igreja”, conforme o próprio Cardeal da Cúria [Müller] descreveu a reação de Meisner.

Assim como todos nós estamos profundamente entristecidos e desanimados pelos recentes acontecimentos desmoralizantes em nossa amada Igreja, será que esses acontecimentos afetaram o Cardeal Meisner em nível pessoal? Soubemos que o Cardeal Meisner morreu sentado enquanto rezava o breviário, em preparação para o Santo Sacrifício da Missa. Que ele descanse em paz!

O Cardeal Müller também comentou e criticou de maneira contundente nesta nova entrevista a conduta do Papa Francisco no que diz respeito à sua demissão da CDF. De acordo com o Passauer Neue Presse:

Na entrevista ao PNP [Passauer Neue Presse], ele explicou que o Papa Francisco “comunicou sua decisão” de não renovar o seu mandato “em um minuto” no último dia de trabalho de seu mandato de cinco anos como Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Além disso, ele [Müller] não recebeu explicações sobre motivos para a sua demissão. “Não posso aceitar esse estilo [sic] “, enfatizou Müller, distanciando-se claramente da atitude do Papa. Ao lidar com funcionários, “a doutrina social da Igreja também deve ser aplicada em Roma”.

Apesar dessa crítica contundente à conduta do Papa, o Cardeal Müller, no entanto, insistiu em sua lealdade ao Papa Francisco. Müller não reagirá à decisão pessoal do papa “com algum tipo de ação”, disse ele, acrescentando: “Algumas pessoas pensam agora que podem me colocar à frente de um movimento [Vor den Karren spannen – uma expressão idiomática em alemão que significa puxar um carrinho ou a carruagem] que seja crítico ao papa”. No entanto, como cardeal, ele continua mantendo seu entendimento “da responsabilidade pela unidade da Igreja e evitar tanto quanto possível as polarizações “. Müller explica que ele “sempre foi leal ao papa” e que ele também deseja permanecer leal no futuro “como católico, bispo e como cardeal, simplesmente como é devido”.

Essas palavras do Cardeal Müller deixam claro que, mesmo após sua demissão inusitada, e embora agora não esteja tão proximamente ligado ao Papa Francisco, ele continuará colocando a lealdade ao Papa e a preservação da unidade da Igreja acima de qualquer correção fraterna pública ou resistência às palavras e atos do Papa – um Papa que indubitavelmente tem causado danos à Igreja de tal forma que agora Ela está quase irreconhecível.

Em seguida ao Cardeal Müller, o Arcebispo Georg Gänswein também se encontrou com o Cardeal Meisner pouco antes de sua morte. De acordo com o Passauer Neue Presse, Gänswein visitou Bad Füssing (perto de Passau) no dia 2 de julho, para dar uma palestra no “Bad Füssinger Gespräche” [Palestras de Bad Füssing]. O próprio Cardeal Meisner também estava hospedado em Bad Füssing para descansar e tirar as férias e, portanto, os dois se encontraram pessoalmente naquele lugar, mas nenhum detalhe foi revelado sobre a conversa deles.

 
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