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''Os noivos devem não somente evitar tudo o que constitui uma falta contra a castidade, mas eles devem guardar entre eles, sempre e onde quer que estejam, uma certa reserva, uma certa modéstia, um verdadeiro pudor que os preservará de muitas tentações e de muitas dificuldades. (...)

Em toda a medida do possível, os noivos não devem se isolar num lugar onde eles não possam ser surpreendidos de um momento para outro.

Além disso, nunca se desaconselharia demasiado aos noivos cristãos os divertimentos (bailes, teatros, cinema) que arriscam provocar em demasia os sentidos e tornar muito mais difícil o combate pela pureza.

Da mesma forma, eles evitarão as viagens, os passeios prolongados, sobretudo se eles fossem fazê-lo sozinhos.

É preciso também recusar um costume que tende a se espalhar em certos meios cristãos: a estada dos noivos sob o mesmo teto.

Práticas como esta são extremamente perigosas (a experiência o prova), e devemos rejeitá-las em nome da prudência cristã.

No que diz respeito à frequência e à duração dos encontros, não é possível dar regras precisas que seriam válidas para todos.

Se um ou outro tiver, por causa dos encontros muito frequentes, certas tentações excepcionais ou certo enfraquecimento de suas forças morais e espirituais, isso seria um sinal que deveria fazer os noivos espaçarem mais os encontros.

Os encontros solitários e prolongados, sobretudo à noite, são desaconselhados.

O melhor lugar para o encontro é, geralmente, o meio familiar. Não somente porque neste ambiente o risco de exposição às tentações vindas de certas imprudências é menor, mas também porque no meio familiar aprenderão a se conhecer melhor, observando o comportamento do outro em relação aos seus. (...)

Enfim, talvez não seja inútil apontar que é nos momentos da despedida que eles deverão ser particularmente vigilantes e reservados, pois é então que a tentação se mostra em geral mais forte.

Como regra geral, saibam os noivos que a castidade se torna mais e mais difícil na medida em que o noivado se prolonga e na medida em que eles se aproximam do casamento.

Este será, portanto, um motivo a mais para 'vigiar e orar' com maior fervor. Talvez seja então o momento de fazer encontros menos frequentes e mais reservados.

Em meio às suas dificuldades e lutas, os noivos hão de invocar a Santíssima Virgem Maria: não é Ela a Mãe da Pureza e a Mãe do belo amor?… Eles recorrerão juntos a Ela, quando se encontrarem, e também separadamente.

Eles serão mais do que nunca fiéis à prática regular da confissão. Juntos ou separadamente (de acordo com as circunstâncias), eles deverão buscar com frequência, na Santíssima Eucaristia, as energias sobrenaturais que em vão se buscaria obter longe dela.

É desta forma que eles alcançarão de Deus o suplemento de força para permanecerem sempre puros.''

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Pe. François Dantec. ''Fiançailles Chrétiennes''. Edit. Saint-Remi, 2008, pp. 139-141

 
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