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Papa Francisco está "empenhado" com paz na Venezuela, diz Vaticano PDF Imprimir E-mail
O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, afirmou que o papa Francisco está “muito empenhado” em buscar uma solução para a crise na Venezuela, que neste domingo (30) elege a Assembleia Constituinte convocada pelo presidente Nicolás Maduro.   


Participando de um encontro em Belluno, no nordeste da Itália, Parolin disse ainda que a saída para a crise no país latino-americano deve ser “pacífica e democrática”. “Estamos nos empenhando muito”, garantiu.   


Ao longo dos últimos meses, Francisco fez diversos apelos pelo fim dos conflitos na Venezuela, mas, ao contrário das bem sucedidas intervenções na reaproximação entre Cuba e Estados Unidos e nas negociações de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), a Igreja não tem conseguido exercer o papel de mediadora em Caracas.   


Em junho passado, Maduro enviou uma carta pedindo a ajuda do líder católico, que uma semana depois recebeu bispos venezuelanos no Vaticano. Na ocasião, o Papa ouviu um relato detalhado do caos no país e ainda recebeu uma lista com os nomes de todos os mortos em manifestações, número que hoje já passa de 110.   


“O Vaticano está tentando ajudar todos indistintamente e chamando cada um para suas próprias responsabilidades”, declarou Parolin neste domingo.   


Votação – As urnas para a eleição da Assembleia Constituinte abriram às 6h (horário local), e Maduro foi um dos primeiros a votar, em um colégio eleitoral no bairro popular de Catia, oeste de Caracas. “Não há ninguém que possa impedir o povo venezuelano de exercer seu direito ao voto. Oxalá o mundo abra seus braços de respeito para nossa pátria querida”, disse o presidente.   


O mandatário chegou acompanhado da primeira-dama Cilia Flores e de um dos mais de 6 mil candidatos que participam do processo eleitoral. Ao todo, mais de 19 milhões de cidadãos estão habilitados para votar, mas é esperado que muitos boicotem a Constituinte.   


A eleição para reescrever a Constituição foi convocada no início de maio, em meio à onda de protestos por conta da decisão do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), controlado pelo chavismo, de assumir para si as prerrogativas da Assembleia Nacional, o Parlamento unicameral da Venezuela, hoje dominado pela oposição.   


A decisão inflamou ainda mais os grupos anti-Maduro, já que a Constituinte foi convocada por decreto, e não por referendo, e suplantaria de vez a Assembleia Nacional. A votação foi idealizada com a justificativa de “abrir uma nova fase de paz, crescimento e justiça”, mas a oposição diz que é apenas uma artimanha do presidente para se agarrar ao cargo e ampliar seu poder.   


Os movimentos antichavismo chegaram a fazer, em 16 de julho, um plebiscito informal para a população se posicionar sobre a Constituinte, e 98% das 7,1 milhões de pessoas que participaram do pleito votaram contra Maduro. Países como Brasil, Colômbia e Estados Unidos, além da União Europeia, também criticam a votação.   


A Constituinte terá 545 membros, que tomarão posse no dia 2 de agosto e terão um prazo indeterminado para reescrever a Carta Magna da Venezuela, já reformada em 1999, por iniciativa de Hugo Chávez.   


Desse total, 364 serão eleitos sob base territorial, e 173 por setores sociais: 79 trabalhadores, 28 aposentados, 24 representantes de comunidades, 24 estudantes, oito camponeses ou pescadores, cinco empresários e cinco portadores de deficiência.   


As oito vagas restantes serão preenchidas em 1º de agosto, por comunidades indígenas.   


Existe o temor de que a Constituinte amplie ainda mais as divisões no país e acirre os conflitos entre oposição e governo, agravando a crise de refugiados que já se espalha pela América Latina. Além disso, a votação acontece em meio a uma situação de profunda crise econômica e escassez de produtos básicos, como alimentos e remédios.

 
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