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FSSPX: UM OLHAR À SOCIEDADE SÍMBOLO DA OPOSIÇÃO AO PROGRESSISMO PDF Imprimir E-mail
FSSPXFundada com o intuito de formar sacerdotes conforme o ensino tradicional da Santa Igreja, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X destaca-se por ter sido a primeira erguida nessa linha após o Concílio Vaticano II (1962-65). 

Breve histórico

Delegado apostólico, arcebispo de Dakar e da África francófona e superior geral da congregação missionária dos Padres do Espírito Santo, isto tudo foi o fundador da Fraternidade São Pio X, Dom Marcel Lefebvre, bispo francês que contava com 65 anos quando foi requerido por um pequeno grupo de jovens seminaristas para formá-los, em 1970. Dom Charriere, bispo daquela região (Friburgo, Suíça) convenceu-se do trabalho de Dom Lefebvre e aprovou a então nascente Fraternidade Sacerdotal São Pio X naquele ano.

Posição

Opondo-se aos erros disseminados no – meramente pastoral – Concílio Vaticano II e aprovados por este, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X mantêm-se como a maior sociedade apostólica com este posicionamento que consiste no rechaçamento da Liberdade Religiosa, do novo Ecumenismo, da colegialidade dos bispos e da licitude da Missa Nova, ainda que reconheça a validade dos 7 sacramentos (se celebrados devidamente), são vistos como deficientes por conta das reformulações sofridas após o Vaticano II.

Operação sobrevivência

“ É necessário que vocês compreendam bem que não queremos por nada nesse mundo que essa cerimônia seja um cisma. Não somos cismáticos. Se a excomunhão foi pronunciada contra os bispos da China que se separaram de Roma e que se submeteram ao governo chinês, entendemos muito bem porque o papa Pio XII os excomungou. Porém, para nós não se trata de nos separarmos de Roma e de nos submetermos a um poder qualquer estranho a Roma, e constituir uma espécie de Igreja paralela como o fizeram, por exemplo, os bispos de Palmar de Troia na Espanha, que nomearam um papa, que criaram um colégio de cardeais. Para nós não se trata de nada disso. Longe de nós esses pensamentos miseráveis de nos distanciar de Roma. Muito ao contrário, é para manifestar nossa adesão à Roma que realizamos essa cerimônia. É para manifestar nossa adesão à Igreja de sempre, ao papa, e a todos aqueles que precederam esses papas que, infelizmente, desde o concílio do Vaticano II acreditaram tero dever de aderir a erros, erros graves que estão demolindo a Igreja e destruindo todo o sacerdócio católico ”. — Dom Lefebvre, sermão de 30 de Junho de 1988.

Vendo a desastrosa decadência do ensino sacerdotal do pós-Vaticano II e movido pelo bem futuro de sua Fraternidade, Dom Lefebvre resolve pedir à Roma uma autorização para a sagração de um bispo que serviria de auxiliar na Fraternidade. Não tendo seus insistentes pedidos atendidos por largo tempo e ter sido claramente ignorado, o outrora delegado apostólico de Pio XII resolve sagrar 4 bispos auxiliares para a manutenção de sua Fraternidade, que não é senão uma sociedade que forma e ordena padres, o que por sua vez necessitam de um Bispo que os administre as santas ordens.

Em 30 de Junho de 1988, Dom Lefebvre auxiliado pelo Bispo brasileiro Dom Antônio de Castro Mayer, em Friburgo, sagra os Padres Bernard Fellay, Tissier, Galarreta e Williamson bispos para a Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Dentro de dois dias o Papa emite a excomunhão aos bispos consagrantes e consagrados. Dom Lefebvre veio a falecer em 25 de Março de 1991. A pena de excomunhão emitida em 1988 fora anulada em 2009 pelo Papa Bento XVI. 

Apostolado

Estando presente em 72 países espalhados pelos 4 continentes, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X é formada por 635 sacerdotes, 117 Irmãos, 195 Irmãs, 17 Irmãs Missionárias do Quênia, 79 Oblatas, 204 Seminaristas, 36 pré-seminaristas. Ela também mantêm 1 Casa Geral, 14 Distritos, 4 Casas Autônomas, 4 Conventos Carmelitas, 6 Seminários, 165 priorados, 772 centros de missa, Mais de 100 escolas (do Ensino Básico ao Médio) 2 universidades e 7 casas de repouso para idosos.[1]

Estão unidas à Fraternidade ordens religiosas variadas dentre elas: Beneditinas, Dominicanas, Carmelitas e Capuchinhos. Também algumas sociedades católicas orientais estão unidas à Fraternidade dentre elas: Sociedade Sacerdotal São Josafá, Sociedade Sacerdotal São João Batista.

Relações com Roma

A Fraternidade foi muitas vezes marginalizada por autoridades da Santa Igreja, mas algumas destas não hesitaram em admitir a inexistência de um cisma e a catolicidade da mesma.

Edward Cassidy, Cardeal e presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos cristãos, foi enfático ao afirmar que os sacramentos administrados pelos sacerdotes da Fraternidade São válidos: “Quanto a vossa pergunta, gostaria de sublinhar de imediato que o Dicastério sobre o ecumenismo não tem uma relação direta com a Fraternidade São Pio X. A situação dos membros dessa Sociedade é uma questão interna da Igreja católica. A Fraternidade São Pio X não é uma outra Igreja ou Comunidade eclesial no sentido que esse Dicastério utiliza. Certamente, a missa e os sacramentos administrados pelos padres da Fraternidade são válidos ”.[2]

O cardeal Dario Castrillón Hoyos, prefeito da Congregação do Clero e presidente da comissão Ecclesia Dei alegou à respeito da Fraternidade Sacerdotal São Pio X: “ Não estamos diante de uma heresia. Não se pode dizer em termos corretos, exatos, precisos, que haja um cisma. Há, no fato de consagrar bispos sem o mandato pontifício, uma atitude cismática. Eles estão dentro da Igreja. Há somente o fato de que falta uma plena, uma mais perfeita – como foi dito durante o encontro com Dom Fellay – uma comunhão mais plena, porque a comunhão existe”.[3]

Dom Athanasius Schneider, bispo auxiliar de Santa Maria em Astana, disse: “ Não há razões de peso para negar aos sacerdotes e fiéis da FSSPX um reconhecimento canônico oficial ”.[4]

Vale ressaltar que em 1 de setembro de 2015 o Papa Francisco concedeu aos sacerdotes da Fraternidade a jurisdição ordinária para a administração do sacramento da penitência.[5] Em abril de 2017, o Papa Francisco também concedeu aos sacerdotes da Fraternidade a jurisdição ordinária para a realização de matrimônios.[6] Em maio de 2017, Dom Bernard Fellay, superior geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, revelou que recebeu um comunicado de Roma que dava a autorização para a ordenação dos sacerdotes da Fraternidade sem a necessidade de pedir autorização ao ordinário local, algo que até então era tido para Roma por “ilícito”.[7]

Conclusão

Fica evidente que não há espaço para a argumentação de uma posição cismática da parte da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Com uma igreja que a cada ano perde fiéis, vocações e se contradiz, a Fraternidade de Dom Lefebvre aparece como um antídoto à todo esse desastre progressista e deixa patente que em nenhum momento Deus abandona a Sua Igreja, pelo contrário, levanta homens que qual São João Batista, são vozes que gritam no deserto do mundo para conquistarem fiéis à Cristo, Senhor Nossor e Sua Santa Igreja.

Notas:


[2]. 3 de maio de 1994, o cardeal Edward Cassidy, presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos cristãos.

[2]. Cardeal Dario Castrillón Hoyos, prefeito da Congregação do Clero e presidente da comissão Ecclesia Dei no dia 13 de novembro de 2005, ao canal italiano de TV Canal 5.




[6]. FSSPX / Actualités | Information and Analysis on the Life of the Church, 21 de maio de 2017.
Bishop Fellay Answer Recent Questions – April 2017, 19 de maio de 2017.
 
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