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NÃO EXISTE AMOR AO PRÓXIMO SEM ANTES AMOR A DEUS PDF Imprimir E-mail

Muitos pensam, erroneamente, que o amor ao próximo é o maior de todos os mandamentos. Isoladamente, contudo, este mandamento é simplesmente retórico e sem conteúdo.

Mais do que isso, aliás. Tal mandamento, isoladamente, é o grande flagelo desses nossos tempos calamitosos, pois, justamente, vivemos a era do amor ao próximo, que outra coisa não é do que a era dos maiores pecados e atrocidades jamais cometidos pelo homem. Incontáveis são os discursos de amor ao homem. Vivemos a era em que se impõe, como sinal de evolução, o abraço fraterno, a tolerância a todo tipo de pecado, o politicamente correto e a aceitação passiva da trans-valoração de todos valores e, tudo isso, em nome deste deletério amor ao próximo.

Desta falácia maliciosa que se convenciona chamar de politicamente correto. Pois este amor, este falso amor, mais do que um flagelo, é a própria sentença de morte à humanidade, porque vem desacompanhada do principal fator que lhe dá sentido, que é antes de tudo, o amor a Deus. Não existe amor ao próximo sem antes amor a Deus. Falar deste “moderno” amor é falar de idolatria, porque este tempo apocalíptico em que vivemos virou as costas para Deus e colocou o homem no lugar do sagrado.


Longe vai o tempo em que o filósofo dizia: “Deus está morto e nós o matamos”. O homem do nosso tempo já não pensa na morte de Deus, mas em como louvar o novo Deus, o Deus criado por si mesmo, de carne e osso. Inventa-lhe então o supremo mandamento: amai ao homem. Dê a ele toda glória e louvor. Pois o amor só tem sentido quando amamos, acima de tudo, ao Criador do Universo, o Deus Onipotente, seu Cristo e o Espírito que Deles promana. Só então o amor ao próximo, pois decorre este, consequentemente, daquele. Não foi por amor ao indivíduo humano, somente, que Teresa de Calcutá limpou as chagas e as pústulas dos párias. Foi porque antes seus olhos viram ali o Cristo de Deus, abandonado, traído, flagelado e morto. Não foi por causa de um sujeito em particular que São Luís, o santo rei de França, disfarçado de homem comum, deixava o seu trono e saía pelas ruas para dar consolo e assistência aos leprosos, mas porque via em cada um deles, a santa presença de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Não foi por amor ao homem que a Igreja construiu abrigos, asilos, hospitais, bibliotecas, salas de música e poesia, oratórios, e cidades, mas por amor ao Deus da misericórdia que dera sua vida para que todos a tivessem e a tivessem em abundância. Não foi por amor ao homem que a Igreja amou o homem. O amor ao próximo, o verdadeiro amor ao próximo, é decorrência de um sacro amor que nos impele a consolar o coração de um Deus que chora. Se acontecer de um padre, um bispo ou um Papa dizer que a ele não importa se uma criança é criada por judeus, muçulmanos, macumbeiros ou católicos, mas que lhe importa antes que lhe quitem a fome, saibam que este é um inimigo do homem, porque é, antes, inimigo de Deus, pois reduz todas as dimensões da alma ao estatuto da matéria, como o amor idólatra reduz tudo ao âmbito da sensualidade e deste ao erotismo e do erotismo ao ódio e do ódio, à morte. Importa antes, devemos dizer, que a criança conheça a Deus, ame-o, adore-o e logo estará, sem dúvida, amando também ao homem e que mais lhe vale ir com fome ao Céu do que saciado, descer ao inferno.

 
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