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CATOLICISMO, JUDAÍSMO E ESTADO DE ISRAEL PDF Imprimir E-mail

Perguntou-me um amigo se tenho algo contra os judeus. Disse-lhe que não, mas, que a questão, para um católico, era complexa, e que, tentaria responder-lhe logo que possível.

Esbocei-a, no caderninho eletrônico do telefone a seguinte resposta: uma coisa é o judaísmo. Outra, o Estado de Israel, pátria dos judeus. Judaísmo é religião, e, como tal, difere do catolicismo. A Igreja católica professa que a salvação do homem está em Cristo Jesus e que Cristo salva através de sua Igreja. Não podemos, portanto, nos unir a Cristo sem nos fazermos seus membros, formando parte de seu Corpo, que é a Igreja. No caminho de Damasco, Jesus aparece a Saulo de Tarso e pergunta-lhe, “por que me persegues?”. Ora, Jesus já havia subido ao Céu. Saulo não o conhecera e nem o poderia perseguir, já que Jesus não estava na terra. Quem Saulo perseguia era a Igreja, pastoreada por São Pedro. Assim, entendemos que, ao perseguir a Igreja, perseguia Saulo o corpo místico de Cristo. Logo, todo o católico crê, ou deve crer, que não há salvação fora do Corpo de Cristo. Isso quer dizer que, diante dos judeus, que não professam a mesma fé, só podemos esperar, religiosamente falando, que se convertam. Esta atitude, rigorosamente católica, diz respeito não só aos judeus, mas a todas as religiões.


Quanto ao Estado de Israel, todo bom católico deve defende-lo como se fosse seu, admitindo e confessando que foi dado aos judeus pelo próprio Deus e a eles e somente a eles pertence a Terra Santa e que sua capital é Jerusalém. Se religiosamente não somos iguais aos judeus, devemos ser, politicamente falando, em tudo solidários a eles, pois, por Cristo, fomos também enxertados na videira de Abraão. Tem ocorrido, porém, um grave problema oriundo da falta de distinção entre nossa relação política e nossa relação religiosa com o povo judeu. Satanás, que tem por objetivo destruir a Igreja Católica, isto é, o Corpo de Cristo, tem espalhado confusão especialmente sobre este assunto, para que nós, católicos, creiamos que se pode salvar sem Cristo.

Explico: sabemos que existe muita injustiça contra Israel. Injustiça patrocinada especialmente pela ONU. Sabendo Satanás que nos solidarizamos com Israel, quer, baseado nisso, impor-nos uma adesão aos judeus também no âmbito religioso e isso não podemos aceitar, pois, no momento em que os católicos pensarem ou supuserem que o judaísmo também salva, estaremos, nós mesmos, os católicos, negando a divindade e o sacrifício de Nosso Senhor. Logo, eu não sou contra os judeus. Ao contrário. Defendo-os em tudo, politicamente falando. Mas, apenas politicamente falando. O fato é que Satanás é ardiloso e tem lucrado muito com o efeito emocional que causa em nós, a dor dos judeus. Seu ardil já chegou às altas esferas do Vaticano, inclusive, que chegou a publicar um documento em 2015, como já postei aqui (mas posto outra vez) que, por vias indiretas, acaba invalidando o sacrifício de Cristo. É preciso estejamos atentos, pois, à causa judaica, sabendo separar o que é político do que é religioso.

 
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