Papa Leão XIV reforça que aborto e eutanásia são “inaceitáveis” durante encontro na França

O Papa Leão XIV reforçou o posicionamento da Igreja Católica sobre a interrupção voluntária da vida, como em casos de aborto, eutanásia ou suicídio assistido: “Em nome da dignidade inalienável da pessoa humana que a tentação de tirar uma vida, sob o pretexto de uma falsa compaixão, deve ser totalmente rejeitada”.
“É impossível considerar normal tirar uma vida. O que é legal não é necessariamente moral”, acrescentou o pontífice durante encontro com profissionais de saúde e doentes do hospital Accueil Notre-Dame, em Lourdes, na França.
“Ninguém tem o direito, jamais, de decidir o destino de um embrião específico ou de uma pessoa idosa específica com base em algoritmos de laboratório. A medicina jamais pode se tornar serva da morte programada”, frisou o Papa.
Referindo-se a Lourdes como “a cidade dos doentes e da esperança”, Leão XIV exortou os profissionais de saúde a “cuidar de uma pessoa que sofre, e não eliminá-la”.
Convido-os “a desenvolver incansavelmente as estruturas de cuidados paliativos e de investigação; a acompanhar com ternura os doentes, como acontece aqui em Lourdes, onde [os profissionais de saúde] continuam a exercer sua vocação a serviço da dignidade da pessoa humana, para que o mundo tenha vida”, disse Robert Prevost.
Dirigindo-se aos doentes, o líder católico afirmou saber de seu sofrimento “devido a certas patologias e, muitas vezes, diante de dores terríveis” e que, por isso, “o horizonte pode parecer incerto, sem saída”.
“Mas nenhuma lei humana deve fazer vocês perderem a certeza de sua dignidade. A pessoa humana é digna pelo simples fato de existir e de ter a eternidade como seu objetivo último”, observou o Papa, antes de concluir: “A dignidade de vocês não se mede e não está sujeita a debate”.



