Discussão

Livro “Sodoma” revela possível “sistema gay” dentro do Vaticano

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Não sabemos se o novo livro do jornalista e escritor francês Fréderic Martel tem intuito exclusivamente comercial, sobretudo em criar polêmicas de um tema que há tempos vem sendo abordado pela imprensa, e de certa maneira denegrir a imagem da Igreja. A veracidade dos fatos narrados na obra não tem sua devida comprovação, mas já está criando polêmicas dentro e fora da Igreja Católica. Martel tenta revelar a presença de diversos homossexuais nas hierarquias mais altas da Igreja Católica. Com 630 páginas, “Sodoma” será publicado em oito idiomas diferentes e 20 países. A obra narra o resultado de uma “investigação” de quatro anos nos bastidores do Vaticano. Ao todo, Martel entrevistou 1500 religiosos, entre eles 41 cardeais, 52 bispos e 45 núncios apostólicos.

“O Vaticano tem uma das maiores comunidades homossexuais do mundo”, diz o jornalista em entrevista exclusiva à revista “Le Point”, ressaltando que este é o “segredo mais bem guardado” da Igreja.

Na reportagem, Martel batiza o Vaticano de “Fifty Shades of Gay”, um trocadilho com o livro “50 tons de Cinza”. Segundo ele, “lá dentro há várias categorias de gays”.

“Tem os que não praticam e respeitam os votos de castidade, tem os que vivem mal sua homossexualidade e tentam se curar, tem alguns que vivem em relações estáveis com seus companheiros, que eles apresentam como um assistente ou um cunhado e tem aqueles que multiplicam os parceiros ou apelam para a prostituição”, revelou. No livro, o autor explica que há um “sistema gay” dentro da Santa Sé que só foi possível ser descoberto porque ele se tornou muito próximo de alguns religiosos durante a investigação. “A partir do momento que você está no coração do sistema, acaba sendo convidado aos jantares e não é mais visto como um jornalista, e sim como um amigo”, acrescenta Martel, que é homossexual assumido. Em “Sodoma”, o escritor francês ainda relaciona a homossexualidade dos religiosos com alguns casos de pedofilia.

No entanto, à revista Le Point, ele afirma que “é evidente que as agressões sexuais não são restritas aos homossexuais”.

Por fim, ele conta que obteve ajuda de quatro pessoas próximas ao papa Francisco, que estavam cientes de seu projeto. Na entrevista fica subentendido que o Pontífice seria favorável às revelações.

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