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Papa Francisco afirma que pedofilia não será tolerada na Igreja Católica

O papa Francisco disse hoje, dia 27, em conversa com jornalistas em viagem a Roma vindo da Terra Santa, que a pedofilia é um problema grave e que este crime não será tolerado dentro da Igreja.

"Um padre que faz isso trai o corpo do Senhor, como nas missas negras", disse, acrescentando que "não haverá privilégios" aos acusados de abusos. "Hoje existem três bispos sob investigação e estamos estudando uma pena: É preciso dar continuidade, tolerância zero", apontou.

Na próxima semana, em 6 ou 7 de junho, o Papa planeja celebrar uma missa em Santa Marta com um grupo de oito vítimas de pedofilia de vários países, entre eles Alemanha, Inglaterra e Irlanda.

Sobre o celibato sacerdotal, o religioso disse que esse não é um dogma de fé, "mas uma regra de vida que eu aprecio muito. Um dom para a Igreja".

"As portas estão abertas a discussão, mas neste momento temos outras questões na mesa", disse.

Francisco ainda disse acreditar que, um religioso que começar a sentir fraco deve pensar nas mesmas questões consideradas pelo papa emérito Bento XVI.

Questionado por repórteres se faria o mesmo, Jorge Mario Bergoglio respondeu que faria "o que o Senhor me disser para fazer e, em seguida, orar e buscar a vontade de Deus".

Sobre o convite feito ao presidente israelense, Shimon Peres, e ao líder palestino Mahmoud Abbas para que orassem juntos no Vaticano, o religioso disse acreditar que esta "será uma reunião de oração" e que não servirá para a mediação da tensão no Oriente Médio.

"Haverá um rabino, um muçulmano, eu vou estar lá", disse.

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