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A FAMÍLIA QUE DEUS QUER NÃO É A FAMÍLIA DA NOVELA – ARTIGO ESCRITO PELA CATEQUISTA MÔNICA ROMANO

A nefasta influência das novelas para o telespectadorRecentemente em que foram aprovadas duas leis polêmicas, falo da "Lei Menino Bernado", chamada popularmente Lei da Palmada e a aprovação do aborto, me rejubilo com uma coisa; a atitude de um pai, servidor público que retirou o filho de uma manifestação em São Paulo. Quisera eu que todos os pais agissem assim.

O pai do alto de sua autoridade, não precisou dar as famosas palmadas em seu filho de 16 anos que tentava depredar o patrimônio publico e privado e causar possíveis lesões em pessoas desconhecidas. O pai usou o bom senso: "Você terá seu direito quando trabalhar e ganhar seu próprio dinheiro".

Nem percebemos não é? Mas um governo socialista muda os padrões familiares aos pouquinhos, sorrateiramente, a aí sem que assustemos de uma hora para outra já achamos normal crianças mandarem nos pais, exigirem cada vez mais dos pais, crianças tendo filhos, pais abusando cada vez mais dos filhos, mulheres dependentes destes abusadores, sem trabalho, vivendo de uma "bolsa" de cunho político, valores morais antes padrões que já não existem mais, e a degradação humana cada vez mais latente.

Para nós católicos, nosso manual de vida é a Bíblia. A escritura estimula os pais a fazer a correção dos filhos quando necessário, é nossa obrigação como pais. É claro que não iremos espancar, escravizar nossos filhos, pois os amamos e justamente porque os amamos, corrigimos. É sempre necessário o uso do bom senso. No caso da Lei, não vejo argumentos claros para sua criação, assim como não vejo na da homofobia. Todos somos iguais perante a Lei. Nem homem, mulher, criança, idoso, negro, branco podem ser tratados de forma diferente. A Lei protege a todos em igualdade. Se um pai abusa de seu filho, o espanca, abusa sexualmente, o obriga a serviços aos quais ele não tem capacidade, a lei tem que ser aplicada, com seus agravantes.

A Sagrada Escritura diz que uma série de pecados são desagradáveis a Deus, incluindo a homosexualidade. Seríamos hipócritas se dissermos que concordamos com esta prática, e que cada um cuidasse sua vida como quiser. Onde ficaria a correção fraterna?

Somos responsáveis em colaborar com a nossa própria salvação e com a salvação dos outros. Também não vejo motivos em se criar uma lei específica para crimes cometidos contra este grupo de pessoas, as leis existem e basta aplicá-las.

A Escritura diz que a familia querida por Deus é composta por um homem e uma mulher. O amor de Deus é infinito e contempla a todos, e este fato não mascara o que Ele quer, uma familia santificada que produza bons frutos, que povoe o mundo. Que frutos poderão dar uma familia composta por homem com homem e mulher com mulher? É biologicamente impossível, pois precisam da cooperação do sexo oposto. Outra coisa, são os casais que por motivos variados não podem ter filhos, e ainda assim não incluio aqui aqueles que não querem ter filhos, estes são os egoístas de que o Papa Francisco bem lembrava. Para os casais impossibilitados de terem filhos existem uma enorme quantidade de crianças que precisam de pais dispostos a dar todo o amor que tem.

Não me admira que hoje em dia a sociedade esteja confusa, e bombardeada todos os dias com conceitos de politicamente correto. As novelas, bem lembrava outro dia um amigo internauta, é a grande fonte desta confusão destinada a destruir a família querida por Deus. É um câncer silencioso, que se instala aos pouquinhos e como veneno ministrado a conta gotas, vai minando nossa alma, nos entorpecendo, nos prendendo. As famílias vão deixando de rezar juntas, mães não conversam mais com suas filhas e filhos olhos nos olhos, tão diferente daqueles momentos em que eles eram embalados nos braços, na hora da amamentação… filhos deixam de admirar seu pai, trabalhador que ganha a vida honestamente, porque na novela o que vale é se dar bem na vida, de preferência sem estudar, sem trabalhar.

A traíção nem se fala, ficam chocados com a traíção de Judas, mas acham comum um marido trair a esposa, seus filhos, trair a si mesmo, pois vive na mentira. Esposa traindo o marido, fofocas, intrigas… a familia, aquela querida por Deus; esta é alvo de chacotas e piadas.

Será que a pessoa que está em casa torcendo para a personagem largar o marido e filho para se aventurar com outra mulher, aceitaria isso numa boa se acontecesse com ela? Aceitaria uma traição seja de um companheiro, seja de uma amigo assim, sem grandes problemas? Mas aí vem o argumento, mas é apenas uma novela, é ficção. Não, meu amigo, já é a realidade, já existem muitos casos assim, bem próximo e pode acontecer com você.

E o que a Igreja tem a ver com isso? A Igreja no momento é a única barreira que defende a familia que Deus quer, a única que defende o seu, o meu, o  nosso direito de ser feliz e viver a plenitude, é a única que defende o seu direito de não se decepcionar.

Por isso é a única a ser combatida pelo mundo e pelo mal, e no dia que esta barreira for vencida, MAS NÃO VAI, estaremos perdidos. "e as portas do inferno não prevalecerão sobre ela".

 

Mônica Romano é catequista em Belo Horizonte, Minas Gerais, e colaboradora do Portal Catolicismo Romano.

 

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