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Campanha da Fraternidade ou Campanha eleitoral antecipada? – Por Mônica Romano

Graças a Deus faz muito tempo que eu não preciso ser confrontada com esta mal fadada “campanha da fraternidade” nas Missas que frequento. Com seus cantos horríveis e mal cantados, frases de efeito que na vida real não encontram parâmetro, e para piorar reforçam a polarização que esta escancarada neste país.

A tal Campanha da Fraternidade deste ano de 2026 , ano eleitoral, traz como reflexão “Fraternidade e Moradia”, não podia ser mais hipócrita e fora da realidade. Não sei como está aí em sua cidade, mas onde eu moro, em Belo Horizonte, a cena chega a ser apocalíptica, com barracas de acampamento ou lona espalhada pelas principais avenidas da cidade que parece ter se tornado um “lixão “a céu aberto. Além da sujeira, animais em situação de risco de atropelamento, maus tratos, sem alimentação, sem controle de doenças, podendo inclusive atacar pedestres, ao passo que vemos prédios e mais prédios abandonados por falta de recursos para a conclusão de obras ou porque tiveram as obras embargadas por questões judiciais.  A tal campanha da Fraternidade deste ano para mim é mais uma campanha politica, visto que o vice presidente deste atual mandato foi em pessoa ao Santuário de Aparecida não se sabe se para abrir a campanha da fraternidade ou lançar campanha politica antecipada, argumentado que o atual governo entregou tantas e tantas moradias, números que somente eles sabem citar, porque a realidade diante dos nossos olhos é bem outra como eu mencionei.

Isso sem falar os vários posts de padres que usam o altar de Cristo para falar de político! Ora esta, o Altar de Cristo é de Cristo, pois fomos lá e estamos reunidos em assembleia para ouvir Cristo! Não sou a favor de que nenhum padre fale deste ou daquele lado político. Se querem dar sua opinião e opinião é sempre bem vinda que usem seus canais pessoais para isso, mas como certa ala não tem a força que diz ter nas redes sociais e seu único público cativo é aquele que se reúne nas igrejas.

Antes de falar de tal campanha que nenhum católico é obrigado a aderir. Por que não fazem uma catequese sobre a Quaresma e os exercícios espirituais? Por que não orientam sobre o Sacramento da Confissão? É uma vergonha que até hoje católicos não saibam desfrutar deste sacramento. Quais são os exercícios de oração e reflexão a serem feitos neste momento de graça?

É imperativo que as igrejas passem a pensar no rebanho desorientado por esta associação de bispos à disposição do poder terreno e passem a tomar providências efetivas para cuidar da salvação dos mesmos. Igreja não tem partido politico , igreja orienta os fieis a elegerem candidatos que representam o que a Santa Igreja manda, e neste sentido observar se o politico é a favor da vida desde a concepção, se é a favor da família, que use como exemplo a Sagrada Família de Cristo, (e aqui não vou nem citar as cenas grotescas de certo desfile carnavalesco), se os projetos visam proteger direitos humanos e não persecutórios, se o candidato é exemplo do que é pedido para o que o próprio fiel seja. É muito fácil escolher um lado, difícil é justificar a escolha do outro.

Neste período faça sua reflexão, não sabemos quando e como seremos chamados, tudo que sabemos é que uma hora nossa senha será chamada. Hoje é o tempo de conversão, hoje é o dia da Salvação.

Mônica Romano é catequista em Belo Horizonte, Minas Gerais, e colaboradora dos portais Rádio Italiana e Catolicismo Romano.

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