Papa Leão XIV expressa preocupação com crise no Irã e pede “diálogo autêntico”

O Papa Leão XIV afirmou que acompanha com “profunda preocupação” a crise no Irã e alertou que a paz só pode ser construída por meio de um “diálogo razoável e autêntico”.
A declaração foi dada durante o Angelus, dia seguinte ao início da operação militar conjunta de Estados Unidos e Israel que levou à morte do guia supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, que comandava o país desde 1989.
“Acompanho com profunda preocupação o que está acontecendo no Oriente Médio e no Irã, nestas horas dramáticas. A estabilidade e a paz não se constroem com ameaças mútuas, nem com armas, que semeiam destruição, dor e morte, mas somente através de um diálogo razoável, autêntico e responsável”, disse o pontífice da janela do Palácio Apostólico, no Vaticano.
“Perante a possibilidade de uma tragédia de enormes proporções, dirijo às partes envolvidas um veemente apelo para que assumam a responsabilidade moral de pôr um fim à espiral de violência antes que se torne um abismo irreparável”, acrescentou o Papa.
Leão XIV ainda expressou o desejo de que “a diplomacia recupere o seu papel e que seja promovido o bem dos povos, que anseiam por uma convivência pacífica, baseada na justiça”. “E que continuemos a rezar pela paz”, salientou.
Durante o Angelus, Robert Prevost também comentou as “notícias preocupantes” do conflito entre Paquistão e Afeganistão e suplicou “para que se regresse urgentemente ao diálogo”. “Rezemos juntos, para que prevaleça a concórdia em todos os conflitos do mundo. Só a paz, dom de Deus, pode curar as feridas entre os povos”, disse.
O embaixador do Irã no Vaticano, Mohammad Hossein Mokhtari, havia pedido que o Papa condenasse, “com base nos ensinamentos religiosos”, a “agressão” promovida por EUA e Israel contra o país.



