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FSSPX diz que excomunhões do Vaticano foram “injustas”

A Fraternidade Sacerdotal de São Pio X (FSSPX) afirmou que a excomunhão de alguns bispos do grupo tradicionalista colocou “em evidência, mais uma vez, o contexto extremamente trágico em que se encontra a Igreja universal”.

O Vaticano decretou a decisão contra os religiosos que participaram de uma ordenação episcopal em Écône, na Suíça, à revelia do papa Leão XIV, que enfrenta a primeira grande crise de seu pontificado. Essa foi a segunda vez que expoentes do grupo fundado pelo arcebispo francês Marcel Lefebvre, em 1970, em oposição às reformas modernizantes do Concílio Vaticano II, são excomungados pela Igreja Católica.

O que a Fraternidade São Pio X fez e continuará a fazer nada mais é do que uma iniciativa extrema de socorro às almas, em meio à confusão doutrinária e moral em que se encontra a Igreja. De forma alguma pretendemos substituir a Igreja e não temos nenhuma outra pretensão, a não ser a de permanecer-lhe fiéis”, disse o padre italiano Davide Pagliarani, superior da fraternidade.

A nota acrescenta que, “em consciência, não consideramos possível nos eximir da obrigação moral que temos para com as almas, como já explicamos, em particular e publicamente, à Sua Santidade”.

O superior dos “lefebvrianos” ainda afirmou que a fraternidade “promete não aceitar essas novas sanções, objetivamente injustas e inválidas, com amargura ou rebelião”.

“As condenações recentes, assim como as anteriores, nos atingem no que temos de mais querido: nosso apego à nossa Mãe, a Igreja Romana. No entanto, mesmo nesta circunstância, tudo deve contribuir para o bem das almas e da própria Igreja. Por essa razão, as condenações nos levam a amar ainda mais a Santa Igreja e a atender às suas necessidades com todas as nossas forças, hoje mais do que nunca”, afirmou o religioso.

A carta de Pagliarani termina com um pedido ao pontífice americano: “Enquanto isso, se puder fazê-lo, apesar de Sua recente decisão, abençoe-nos como Seus filhos. Para nós, nada mudou e nada jamais mudará”.

A medida de Robert Francis Prevost atingiu os bispos que celebraram a cerimônia — Alfonso de Galarreta e Bernard Fellay — e os quatro religiosos ordenados: Pascal Schreiber, Michael Goldade, Michel Poinsinet de Sivry e Marc Hanappier. De Galarreta e Fellay já haviam sido excomungados em 1988 pelo papa João Paulo II, mas a decisão foi revertida anos mais tarde em uma tentativa de reconciliação com os “lefebvrianos”.

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