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POLÊMICA: Bispo Dom Schneider apoia ordenação da FSSPX: “Papa não é Deus”

Um vídeo gravado há algumas semanas pelo dom Athanasius Schneider, bispo de Astana e figura-chave para os tradicionalistas, no qual critica a figura papal e defende as ordenações episcopais feitas pelo grupo ultraconservador fundado pelo arcebispo francês Marcel Lafebvre (1905-1991), viralizou nas redes sociais.

Na gravação, o religioso apoia uma revisão do conceito de cisma e sustenta que “o Papa não é Deus”, em referência às futuras sagrações episcopais promovidas pela Fraternidade Sacerdotal São Pio X, então apenas anunciadas.

De acordo com Schneider, “a obediência ao Papa é frequentemente absolutizada”, levando muitos fiéis, inclusive bispos e cardeais, a desenvolverem uma “divinização implícita” do Santo Padre.

Para ele, qualquer ato de desobediência tende a ser automaticamente classificado como cismático, sem uma análise mais profunda das circunstâncias.

O bispo recorreu ao exemplo de Santo Atanásio de Alexandria, que foi excomungado pelo então papa Libério durante a crise ariana.

Embora reconheça que a excomunhão tenha ocorrido de forma juridicamente válida, Schneider afirmou acreditar que, “aos olhos de Deus”, ela teria sido injusta. “Como se poderia excomungar o grande defensor da ortodoxia?”, questionou, referindo-se ao padre que viveu no século III d.C.

Referindo-se às quatro consagrações episcopais planejadas pelos lefebvrianos, Schneider declarou, antes da realização da cerimônia, que elas seriam “providenciais”.

“Deus as permite porque somos uma grande família e eles fazem parte da família; eles não estão fora da Igreja”, afirmou.

A ordenação episcopal em Écône, na Suíça, realizada à revelia do papa Leão XIV — que enfrenta a primeira grande crise de seu pontificado — ocorreu em 1º de julho. No dia seguinte, o Vaticano decretou a excomunhão dos bispos da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X que participaram da cerimônia.

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