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Vaticano diz que missão de Papa é “pregar a paz” em meio a ataques de Trump

O Secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, afirmou que o papel do líder da Igreja Católica é defender a paz, ao comentar os novos ataques do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Papa Leão XIV.

O republicano renovou as críticas ao Santo Padre, enfatizando que o religioso “prefere falar sobre o fato de que está tudo bem o Irã ter uma arma nuclear”.

Por sua vez, Parolin afirmou que o pontífice já respondeu às críticas e que não vê necessidade de novos posicionamentos. A declaração foi dada à margem das comemorações do 70º aniversário da Casa de Alívio do Sofrimento, em San Giovanni Rotondo.

“O Papa já respondeu; eu não acrescentaria nada”, declarou o cardeal, ressaltando que Leão XIV “deu uma resposta muito, muito cristã”, ao enfatizar que está cumprindo sua missão de “pregar a paz”.

“Se isso será apreciado ou não, é outra questão. Entendemos que nem todos concordam mas dizemos que esta é a resposta do Papa”, continuou.

Parolin também falou sobre a postura de Robert Prevost em meio aos ataques políticos: “O Papa segue seu caminho, no sentido de pregar o Evangelho e a paz, como diria São Paulo, ‘em todas as ocasiões, oportunas e inoportunas'”.

Desta forma, o secretário de Estado afirmou que não sabe se haverá uma nova resposta a Trump.

“Mesmo diante desses novos ataques, não sei se o Papa responderá. Ele provavelmente não terá a oportunidade de responder porque essa oportunidade”, em 13 de abril passado, “foi o encontro com jornalistas, mas a posição permanece a mesma”, ressaltou.

As declarações foram dadas em meio às celebrações no hospital fundado por Padre Pio, onde Parolin também presidiu uma missa pelo aniversário da instituição. Na ocasião, ele transmitiu ainda uma mensagem de apoio do Vaticano à obra: “O Papa me instruiu a dizer-lhes que se preocupa profundamente com a situação”.

O hospital atravessa uma situação difícil, com funcionários exigindo o ajuste de seus salários atrasados e protestando contra certas decisões da administração consideradas “inapropriadas” pelos sindicatos.

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