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“Deus se manifesta na pobreza de Cristo e espera-nos na pobreza dos outro”, diz D. Manuel Clemente

D. Manuel Clemente afirmou na missa principal do dia de Natal que o nascimento de Jesus é a celebração da “encarnação de Deus” na pobreza de Cristo e deixou um convite a fixar “o olhar no presépio continuado deste mundo”. “Deus manifesta-se na pobreza de Cristo e espera-nos na pobreza dos outros”, disse o patriarca de Lisboa na homilia da Missa do Dia de Natal na catedral da Sé.

Para D. Manuel Clemente, o presépio “deste mundo” não perde a sua “qualidade essencial de verdade humilde, transcendente proximidade e comunhão realizada”. “Quando Jesus nasceu no Presépio de Belém, a única luz veio do céu, pois as da terra iluminavam as cortes de Herodes em Jerusalém ou de César Augusto em Roma. Isto mesmo apela á conversão do nosso olhar para o fixarmos no presépio continuado desde mundo em que Deus nasce e aí mesmo nos espera”, afirmou o Patriarca de Lisboa. “A resposta às necessidades dos outros é o lugar legítimo da celebração do Natal”, disse o também presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, na Sé de Lisboa, sublinhando que o “Verbo encarnado” espera cada cristão “na carne de quem sofre”. “Inclinemo-nos em serviço constante diante de toda a realidade humana em que a encarnação continua”, afirmou.

Para D. Manuel Clemente, as “autossuficiências” e o esquecimento das “insuficiências dos outros” levam ao esquecimento da encarnação de Cristo. “Esquecemo-Lo facilmente quando nos alienamos em autossuficiências desmentidas; esquecemo-Lo facilmente quando descuidamos a insuficiência dos outros, as suas necessidades à espera de solidariedade prática e convicta, de caridade, digamos”, afirmou. D. Manuel Clemente presidiu à missa do Dia de Natal na Sé de Lisboa, concelebrada pelo patriarca emérito D. José Policarpo, o núncio apostólico em Portugal, D. Rino Passigato, o bispo auxiliar de Lisboa, D. Nuno Brás, e outros sacerdotes.

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